Casório?! - Marian Keyes

Título: Casório?!
Autor(a): Marian Keys
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 642
Classificação: 3. (bom)

Lucy Sullivan vai se casar. Essa moça de 26 anos, que divide o apartamento com as amigas, não tem dúvidas de que, dentro de poucos meses, estará entrando na igreja durante uma linda cerimônia. Só falta um pequeno detalhe: o noivo! Mas Lucy, que nem ao menos tem um namorado e nunca foi muito bem-sucedida no amor, confia piamente nas previsões de sua cartomante e iniciará uma busca incessante (e hilariante) por um bom partido: ele só precisa ser bonito, inteligente e não lembrar em nada o seu pai. A escritora Marian Keyes - após os imensos sucessos Melancia, Férias! e Sushi - está de volta com Casório?! , um romance contagiante e engraçadíssimo.

Tenho que começar dizendo que as temáticas dos livros de Marian Keyes são meio clichês. Ela não aborda temas realmente inovadores, mas conquista com uma escrita suave e relativamente necessária. Não é um livro de 600 páginas com a maioria só para preencher o vazio. Tem a quantidade certa de diálogos e reflexões e os capítulos são relativamente curtos, o suficiente para não ser pouco e não se prolongar demais.

Lucy Sullivan é uma mulher normal, até onde uma mulher pode ser, já que não se acha bonita e nem boa o suficiente para cara nenhum. Sempre se apaixona pelos errados e as vezes pelos certos demais, que acabam se tornando errados, consequentemente. Engraçada, espirituosa, doce e meio doida de um jeito charmoso foram os adjetivos para caracterizar Lucy (na maior parte do tempo) e a maioria das pessoas no livro parecem pensar da mesma forma que eu, menos ela. Sério, a insegurança dela chega a ser irritante! 

Observação: Separei uns quotes para exemplificar o que disse acima, não é exatamente um spoiler porque é um cara qualquer que nem na estória está, mas se preferir, não leia.

"Evidentemente, achei que não tinha a minima chance de conquistá-lo, que alguém maravilhoso como ele teria um monte de garotas à sua disposição, e é claro que não ia demonstrar nenhum interesse por alguém tão comum como eu. Porque eu era comum mesmo. Certamente parecia comum (...) Eu não acreditava em uma só palavra que saia de sua boca. Quando dizia que eu era a unica garota em sua vida, imaginava que ele estava mentindo; quando dizia que eu era adorável, eu me perguntava por qual angulo, e dava voltar para inspecionar meu reflexo e descobrir o que é que ele queria de mim. (...) Certa manhã, acordei e lá estava ele, apoiado no cotovelo olhando para mim. 'Você é linda', ele murmurou, e tudo me pareceu totalmente errado"

Em uma visita à cartomante com suas amigas, um importante fato é revelado. Dentro de um ano, Lucy irá se casar e a partir daí ela passa maior parte do tempo procurando, pensando, divagando quem seria seu príncipe encantado.  É quando ela conhece um sujeito meio cretino e aproveitador, meio tonto e daqueles que usa o charme para conseguir o que quer. Daqueles por quem você se apaixona – e ninguém entende porque - quando tá numa fase bem fodida da sua vida. Só que Lucy parece estar esquecendo de algo... Ou de alguém. E se o marido que ela está procurando esteja mais próximo do que imagina? 

"E daí se o meu homem ideal era um sujeito egoísta, confiável, infiel, leal, traidor, traiçoeiro, um paquerador adorável que me achava o máximo, nunca ligava na hora em que combinava, fazia me sentir a mulher mais especial de todo o universo e tentava ganhar todas as minhas amigas? Era minha culpa que eu quisesse um namorado tipo “metamorfose ambulante”, um homem que fosse várias coisas conflitantes ao mesmo tempo?"

Lucy é um pé no saco algumas vezes, ela pode ser imensamente exigente com um cara (como no fragmento acima) ou nada exigente e se envolver com o maior otário. Mas quando não está se diminuindo, a gente simpatiza com ela. O que me agoniou mais foi não poder gritar para Lucy - a ingenua -  quem eram as víboras que a cercavam. Daniel (meu personagem favorito do livro), seu melhor amigo, é um homem sedutor, rico e doce, que está sempre ao seu lado... e ao lado de dezenas de outras mulheres. Mas tudo bem, porque Lucy não se acha boa o suficiente para ele mesmo. (Olha a insegurança aí de novo)

Todavia, apesar disso, é como a Mariana, do Felizvros disse: "Pelo menos em algum aspecto, ela é igual a você e eu. Ou à sua melhor amiga. Ou à vizinha dela. E como todas nós ela precisa aprender a se amar e se respeitar. Não que ela de fato consiga essa façanha, mas você vai se divertir enquanto ela tenta." 

Na caixinha do correio #1


 Tô com super vergonha de postar esse vídeo, é a primeira vez que gravo a Na caixinha do correio (oh really? Nem da pra sacar pelo “#1”) e não estou acostumada a falar sozinha. Aliás, falar com uma câmera. Essa foi a parte mais difícil. Falar olhando para aquela luzinha vermelha que parecia rir de mim, tipo, sua louca. Minha gata me olhava também com uma cara preocupada, mas tentei ignorar, hahaha. 

Tenho um bocado de mania quando estou nervosa, uma delas é fazer caretinhas e falar realmente rápido. Acho que isso aconteceu nesse vídeo e metade da galera vai ficar confusa em umas frases, mas, por favor, se esforcem. Já é difícil falar sozinha, postar sozinha é quase pior! Pensei em editar alguns erros de gravação, mas sei lá, achei espontâneo e acho que vocês vão gostar assim. :)


Ia mandar beijo, mas a máquina ficou sem espaço e parou de gravar. Considerem-se todos beijados, haha. E não me deixem falando sozinha, comentem!


Promoção: dois livros + dois DVD's!



Tudo bem, não é uma SUPER promoção, mas assim dá mais credibilidade ao sorteio né? Hahaha.

Hello, peeps! To super feliz com a primeira promoção do blog, se essa vingar, espero fazer muitas mais! Como sou doida por filmes também, resolvi incrimentar a promoção para vocês. O livro sorteado seria A piramide vermelha do Rick Riordan e de “brinde” A hospedeira da Stephenie Meyer, daí decidi sortear também, dois DVDs super bacanas. O 500 dias com ela é um dos meus filmes favoritos e Desejo e Reparação é bem interessante também!


Como participar?
- Ser seguidor publico do blog pelo Google Friend Connect (ali em “Seguidores” na lateral). Basta ter uma conta Twitter, Yahoo, Google.
- Residir no Brasil.
- Preencher o FORMULARIO corretamente até 12/10.

E as chances extras?
- Seguir o @mgostadefalar no twitter. +1- Divulgar a seguinte frase no twitter no máximo 3 vezes por dia e preencher o formulário com o link direto para o twitt. (para isso, clique na data de divulgação, logo abaixo do seu tweet).+1

Quero o kit com livro e DVD que o @mgostadefalar tá sorteando! Você não?! http://migre.me/5M23A
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Atenção!
- Os prêmios poderão ser enviados em até 30 dias após o sorteio.
- O sorteado terá 48 horas para responder meu e-mail com seus dados para envio, caso contrário outro sorteio será feito.- O sorteio será feito pelo random.org.
- Twitter exclusivos para promoções serão desclassificados sem aviso prévio.



E aí, gente, gostaram dos premios? Vão participar? :)
PS: Preferem o fundo todo branco como antes ou assim, roxinho?

Sociedade Secreta vol. 1 - Diana Peterfreund

Gente, desculpa por ter estado meio ausente essa semana. Foi meio corrida, mas prometo que vou postar mais. :)
 Título: Sociedade Secreta (Rosa e Túmulo)
Autor(a): Diana Peterfreund
Editora: Galera record
Páginas: 391
Classificação: 5. (Ótimo)

Amy Haskel é subeditora do jornal da faculdade e acredita que logo será convocada para a sociedade secreta Pena & Tinta. Mas tudo muda quando ela se torna uma das primeiras garotas convidadas a integrar a Rosa & Túmulo, a sociedade secreta mais poderosa - e infame - do país. Amy vê sua vida virar do avesso depois que se transforma em uma Coveira (como são chamados os integrantes da Rosa & Túmulo) - não consegue estudar, se afasta dos amigos e está prestes a perder seu quase-namorado. E é só o começo. Em nome da sociedade, Amy deverá assumir a liderança de uma grande conspiração que envolve dinheiro e poder, e que tem (grandes) chances de destruir sua vida.
Faz muito tempo que venho protelando em escrever essa resenha. Para falar a verdade, tinha até considerado nunca escrevê-la por não achar que seria apta em descrever esse livro. Todo mundo sabe que é dificil resenhar livros que você não gostou, mas resenhar um livro que você se apaixonou é pior ainda! Então vou tentar, ao máximo, resenhar Sociedade Secreta em todo seu esplendor (hehe) sem soltar spoiler.

Por meio desta, eu confesso: quando segurei esse livro na livraria e o levei até o caixa para efetuar a compra, não sabia que seria o meu preferido.

Amy Haskel é editora da revista literaria da faculdade e acredita fielmente que será convocada pela Pena e tinta, uma sociedade secreta meio meia-boca que convocava todos os editores da revista literaria desde sempre. É uma surpresa para Amy quando ela descobre não foi para a Pena e Tinta que ela foi escolhida, e sim, a Rosa e Túmulo. Mas a Rosa e Túmulo não aceita somente homens? Amy, a estudante classe media e sem legado será capaz de adentrar na elite universitaria de Yale?

Diana Peterfreund, aquela linda, escreve uma estória cheia de misterio, tiradas engraçadas, aventura e romance. Todos os personagens são cativantes, nenhum é colocado ali para encher linguiça, como alguns autores fazem. Todos tem papel importante na construção da estória, mesmo que a importancia seja pequena. Amy é a protagonista mais (desculpem pelo termo, não consegui achar um que se encaixava melhor> ) foda de todos os tempos. Ela é hilaria, corajosa, nada superficial, leal e inteligente. 

O romance do livro é fantastico porque não tem nada do tipo Edward e Bella. Amy não é do tipo de garota “sem você não sei viver”. Ela se relaciona com caras legais e divertidos e sua vida amorosa é bem complicada. E sexy.  Não é como se ela fosse uma garota fácil, mas ela não se prende muito aos caras. Ela tem vinte anos e tá na faculdade, pelo amor de Deus, não precisa faze juras de amor eterna pro primeiro que se interesse nela.

Outras coisas que me apaixonaram foi as listas que Amy faz, para ilustrar uma situação, escolha ou pensamento. Tem também muitas citações cults e uma explicação para cada uma no rodapé. A quantidade de diálogos e pensamentos são equilibradas, não deixando o livro nem raso, nem maçante. Em cada inicio de capítulo tem uma frase como aquela que escrevi no inicio da resenha: “Por meio desta, eu confesso:” onde Amy escreve uma pequena reflexão sobre os fatos que ocorrerão.

Me apaixonei por Diana por ela ter escrito um livro tão "diferente" do que já tinha lido. Geralmente, os romances se passam no ensino médio e é ótimo ler sobre algo da faculdade, fora dos draminhas adolescentes. Ela consegue, também, fazer você detestar um personagem uma hora e amar, em outra. (Poe, will you marry me?) Então se você tiver oportunidade de ler Sociedade Secreta, por favor por favor por favor, leia. Você não vai se arrepender. 

Por meio desta, eu confesso: depois de escrever a resenha, me deu uma vontade absurda de ler novamente. Pela terceira vez.

Sangue quente - Isaac Marion

Título: Sangue quente
Título original: Warm Bodies
Autor(a): Isaac Marion
Editora: LeYa
Páginas: 252
Classificação: 4. (Muito bom)

R é um jovem vivendo uma crise existencial - ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a "vida" de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro. Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa. 

Eu era uma garota meio menininho quando criança. Era a sombra do meu irmão mais velho e sempre tentava impressionar então eu curtia videogames de meninos e esse tipo de coisa. Então eu cresci e acho os zumbis maneiros, é isso aí. Só que para ler esse livro, tive que abandonar as ideias “preconceituosas” que os filmes/series/videogames geralmente passam. Zumbis corpulentos, sujos, grunhindo exageradamente em busca de CARNE HUMANA! Bom, os zumbis de Sangue quente são meio assim, também. Exceto a parte de grunhir demais.

O que muda nesse livro é a pergunta que você provavelmente já se fez: Porque os zumbis comem os cérebros das pessoas, será que eles pensam ou só se arrastam e babam, o que acontece com o corpo depois de anos de degeneração? Sangue quente responde a maioria dessas perguntas ao te apresentar a R, o zumbi mais doce de todos os tempos.

"OI, EU SOU UM ZUMBI e isso não é tão ruim assim. Me desculpe por não poder me apresentar direito, mas não me lembro do meu nome, nenhum de nós lembra. Também nos esquecemos de nossos aniversários e das senhas do banco. Acho que meu nome começava com R. É engraçado, porque, quando era vivo, vivia esquecendo o nome dos outros. Estou descobrindo que esse tipo de ironia está muito presente na vida dos zumbis, mas difícil rir quando mal consigo falar." 

A narração é feita por R, um zumbi (que poderia se passar por um cara precisando de férias, devido as olheiras e a pele pálida/cinzenta) sem memória de sua vida passada, mas com sentimentos, aspirações, sonhos. R não é um daqueles zumbis só focado em sua fome por cérebros, é como se ele estivesse sempre sendo atormentado pelos fantasmas do passado, tentando lembrar, tentando encontrar um motivo para tudo isso. Ele não quer estar sobrevivendo, ele quer viver!

Morando em um aeroporto abandonado, ele passa seus dias dentro de um avião para onde leva todo tipo de quinquilharias, como discos, fotografias e ect, tentando dar personalidade ao lugar. Os dias se arrastam e intercalam entre brincar numa escada rolante e ir à cidade, caçar. Por mais que matar pessoas não seja uma ideia que dê prazer a R, é uma necessidade vital de sua espécie. 

Os humanos que restaram, por outro lado, tornaram-se prisioneiros de si mesmos. Vivem cercados por muros altos de um estádio de futebol, construindo uma espécie de colônia, onde cada um exerce uma função fundamental. Vivendo com medo, a arte, a musica; a cultura, e até o amor torna-se sem sentido e eles “vivem” para sobreviver. Como se só isso bastasse.

O clímax do livro acontece quando em uma das caçadas, R come o cérebro de um garoto e em meio de suas memórias (já que ao comer um cérebro, é como se o zumbi tivesse um rápido flashback da vida do humano) lá está ela. Julie, “a explosão de cores na paisagem triste e cinzenta”.

R é inundado por uma necessidade latente de proteger Julie dos outros zumbis e é quando ele a leva para a casa que a coisa desanda. É certo que eles iniciaram alguma coisa. Poderia a sociedade ser curada dessa praga que assolou o mundo? R mudará ou Julie se tornará uma zumbi? São algumas das perguntas que são feitas nas entrelinhas.

Sangue quente é o romance de estreia de Isaac Marion e ele inovou totalmente ao abordar esse tema. R faz uma reflexão profunda sobre a raça humana e seus delitos graves e nos perguntamos se não foi a ganancia, a guerra, o ódio que acordou a besta e soltou a praga. É um romance sobre a humanidade, o amor e principalmente, a esperança. (Ah, e vai virar filme, provavelmente.)

Wishlist #1

Eu ia postar resenha hoje, mas acabei ficando sem tempo (sem saco) e queria compartilhar minha frustração com vocês por esses livros não terem sido lançados no Brasil, ainda.


Lily deixou um caderno vermelho cheio de desafios na prateleira de sua livraria favorita, esperando pelo cara certo que irá encontrar o caderno e aceitar os testes. Mas será Dash o cara certo? Ou Dash e Lily estão apenas destinados a compartilhar desafios, sonhos e desejos nesse caderno que ele passam e repassam por toda a cidade de Nova York? Será que suas personalidades se conectariam tão bem quanto suas versões do caderno? Ou eles serão uma incompatibilidade cômica de proporções desastrosas?
“Então aqui estamos nós. Agora é com você o que fazemos ou não fazemos. Se você está interessado em continuar essa conversa, por favor, escolha um livro e deixe um pedacinho de papel com seu email dentro, dê para Mark, na mesa de informações. Se você perguntar a Mark alguma coisa sobre mim, ele não vai passar seu livro, então sem perguntas. Depois de dar seu livro pra Mark, coloque esse livro de volta à prateleira. Se você fizer tudo isso, você provavelmente vai saber de mim. Obrigada, Lily."

Essa capa é lindindinha demais, gente! E essa estória? Da vontade de pegar um moleskine e escrever a mesma coisa e colocar numa prateleira de uma livraria! Só que estou no Brasil, mais especificamente; no Maranhão e ninguém ia nem pegar. Fora que é escrito pela Rachel Cohn e pelo David Levithan, autores do outro livro divertidissimo, Nick e Norah.


É 1996, e menos da metade de todos os estudantes americanos de ensino medio usaram a internet. Emma acabou de ganhar seu primeiro computador. Josh é seu melhor amigo e eles se conectaram e descobriram seu proprio perfil no facebook, 15 anos no futuro. Todos se perguntam qual será se Destino e Josh e Emma estão prestes a descobrir.



The Future of us é outro livro do Jay Asher, autor de Os treze porquês e  Carolyn Mackler. Quem primeiramente me falou sobre ele foi o Bruno, do garoto dos livros. Fui pesquisar e achei bem interessante. Diferente, né? (Eu fiquei imaginando se anos atrás eu visse o meu hoje, namorando, meu irmão morando fora e praticamente casado.) A Galera Record comprou os direitos dele e vi que vai ter um filme, que a Warner Bros vai produzir.
 

Os treze porquês - Jay Asher

Essa resenha foi escrita no inicio desse ano e postada, quando o blog praticamente não falava de livros. Resolvi repostar porque acho que é um livro que vale a pena ser “divulgado”. Não tirei nada do que havia escrito, só acrescentei algumas coisas que não tinha citado antes. 
 
Título: Os treze porquês
Autor(a): Jay Asher
Editora: Ática
Páginas: 254
Classificação: 5. (Ótimo)
Onde comprar: Saraiva

Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker - uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.
Desde que li sobre esse livro, fiquei instantaneamente intrigada. A primeira coisa que pensei foi “ele deve ser, no mínimo, interessante”. Bom, some isso a dezenas de outras qualidades melhores ainda e você terá esse livro. Os treze porquês é, provavelmente, um dos livros mais fodas que já li. Tá certo que eu não estou estabelecendo um padrão muito elevado, mas ainda sim. O formato do livro é excepcionalmente incomum e você se apaixona completamente pelo tema. É curioso e o suspense está presente em todas as páginas. Em cada parágrafo, cada linha, tudo está interligado e você se torna prisioneiro da leitura. Você precisa terminar de ler, precisa saber do final mesmo que, tecnicamente, você já saiba. 

Olá, meninos e meninas. Quem fala aqui é Hannah Baker. Ao vivo e em estéreo. Sem promessa de retorno. Sem bis. E, desta vez, sem atender aos pedidos da platéia. Espero que vocês estejam prontos, porque vou contar aqui a história da minha vida. Mais especificamente, por que ela chegou ao fim. E, se estiver escutando estas fitas você é um dos motivos.

(Escute, SE QUISER, a narração da primeira parte em inglês apertando play)



Antes de ler o livro, eu encontrei um blog com alguns anexos realmente interessantes. Coisas como pequenos mapas, poemas que Hannah escreveu ou fotos dos supostos colegas de classe da garota. Existem, também, treze fitas que foram gravadas por uma garota americana. Algo como um áudio book, mas só com as partes cruciais do livro. Antes de ler o livro, eu ouvi essa primeira parte que disponibilizei acima e fiquei apaixonada pela história. Quando li o livro, esse primeiro parágrafo soou na minha cabeça com a voz da garota. Como se Hannah Baker estivesse ali, do meu lado, sussurrando tudo diretamente em minha orelha. 

Conta a estória de Hannah Baker, uma adolescente com alguns problemas com os quais não consegue lidar. Não são problemas catastróficos, se você pensar bem, são aquelas pequenas coisas que vão crescendo e crescendo num efeito bola de neve até um ponto em que você sabe que não aguenta mais. Hannah, então, resolve cometer suicídio, e deixar em fitas cassetes o motivo que a levou a essa decisão. Os motivos, devo dizer. Cada fita corresponde a uma pessoa diferente e cada pessoa corresponde a um motivo. O livro possui dois focos narrativos, o de Hannah, antes de sua morte, e Clay, no presente.

Infelizmente ele não fez muito sucesso no Brasil, como o Bruno disse, provavelmente pela má divulgação, mas foi adorado pelos adolescentes americanos. A diagramação dele é bem organizada, como temos dois narradores, não ficou confuso distinguir a fala de Hannah e de Clay. Os símbolos de play (►), pause (▌▌) e stop () ajudam bastante para sinalizar o inicio e fim de uma fita.

Sabe aquele livro que você lê em duas horas e sente aquele ciúme absurdo, mas ao mesmo tempo, quer gritar para o mundo inteiro “você precisa ler esse livro”? É exatamente o que acontece com Os Treze Porquês. Ele deixa você obcecada.

Antes que eu vá - Lauren Oliver

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Título: Antes que eu vá
Autor(a): Lauren Oliver
Editora: Intrinseca
Páginas: 360
Classificação: 4. (Muito bom)

Em uma noite chuvosa de fevereiro, Sam é morta em um acidente de carro horrível. Mas em vez de se ver em um túnel de luz, ela acorda na sua própria cama, na manhã do mesmo dia. Forçada a viver com os mesmos eventos ela se esforça para alterar o resultado, mas acorda novamente no dia do acidente. O que se segue é a história de uma menina que ao longo dos dias, descobre através de insights desoladores, as conseqüências de cada ação dela. Uma menina que morreu jovem, mas no processo aprende a viver. E que se apaixona um pouco tarde demais.

Vou confessar algo pra vocês: não sou muito fã de fazer resenha de livros lançados recentemente. E agora explico o porquê: praticamente todos os blogs literários da blogosfera brasileira estão comentando sobre ele. Você é bombardeado com dezenas de resenhas e fica instantaneamente curioso. Isso é ótimo, mas gosto de despertar o interesse nas pessoas pela estória, pela forma que o livro é escrito, que a editora faz a diagramação e até pela arte da capa. (PS: Como vocês, compro a maioria dos lançamentos, desde que me interessem, hahaha) Mas enfim, achei que devia abrir exceções e Antes que eu vá é uma dessas.

Sam Kingston (nenhum parentesco com o rapper, Sean, haha*) é uma adolescente popular. Mais especificamente, ela faz parte do grupo mais popular do Thomas Jefferson, seu colégio. Ela e suas três amigas – Lindsay, Ally e Elody – são as típicas Mean Girls. Sam tem uma família normal, amigas populares, um namorado e uma moral invejável. Alguns diriam que a vida dela é perfeita... Será? Nossa protagonista é forçada a pensar sobre isso quando um acidente de carro tira sua vida. Sam morre, mas, curiosamente, acorda no dia seguinte. Aliás, no mesmo dia. 

É dia 12 de fevereiro, Dia do Cupido, dia em que você tem permissão de se vangloriar sobre ter uma dezena de “amigos”. Confusa, Sam ignora o que aconteceu e vive o dia normalmente, mas no final da noite, assim como aconteceu no dia anterior (ou no mesmo dia, whatever), ela morre. Sam não tarda em perceber que os dias irão se repetir pelo resto dos dias e ela irá acordar, no mesmo dia, 12 de fevereiro, Dia do Cupido.

Fiquei meio irritada com Sam e suas amigas, as atitudes era muito estupidas, uma necessidade de se firmar como linda e poderosa sem se importar com os sentimentos dos outros. Aí a estória continua e a gente conhece Sam, a garota que também já foi meio bullyinada (lindo neologismo hein, haha). E a gente vê ela crescer, dia após dia, conhecemos, nos indignamos, adoramos e tudo o mais. Lauren Oliver é uma escritora tão boa que consegue fazer a gente gostar até das Mean Girls, ela as constrói como personagens reais, humanos e vemos que elas não são, exatamente, pessoas más. A amizade, lealdade, companheirismo delas é realmente muito legal de se ver.

Esse livro é realmente muito bacana. Da pra resumir ele nessa palavra. Eu teria meia dúzia delas (bem escrito, divertido, interessante, tocante, bonito, gostoso e etc), mas acho que bacana descreve bastante. É um livro que te faz pensar, refletir. A temática de bullying é “atual” e temos lido bastante sobre isso. Aliás, não é preciso nem mesmo ler, quase com certeza, há alguém na sua sala - da escola, cursinho, faculdade – que pratica bullying, que precisa tornar os outros inferiores para se sentir forte. É, galhera, tem muita gente babaca no mundo.

Entretanto, apesar da temática ser muito retratada por filmes e livros, Lauren Oliver conseguiu escrever uma narrativa emocionante e tocante. Sério, o livro genuinamente passa uma mensagem para o leitor. Tem momentos que a Sam fala com a gente, para que a gente entende os lados humanos dela. 

“Sei que alguns de vocês devem estar pensando que talvez eu mereça.(…) Mas antes que comece a me acusar, permita-me fazer uma pergunta: O que fiz foi realmente tão ruim? Tão ruim que eu merecia morrer por isso?
Tão ruim que eu merecia morrer assim?
O que fiz foi realmente tão pior do que o que todo mundo faz?
É realmente muito pior do que o que você faz?
Pense a respeito.

*: Não consegui evitar a piadinha, sorry.

Filmes e series (porquê assistir) - A mentira

Okay, a maioria (todo mundo) das pessoas que adoram ler faz isso por hobby. Porque as diverte, encantam e uma porrada de outras razões. Só que ninguém no mundo tem só UM hobby. Eu amo ler, assim como amo escutar musica, assistir series e filmes. E é por isso que decidi dar espaço para dar dicas de series/filmes para vocês! :) Nessa coluna (provavelmente mensal) falarei sobre um filme/serie e direi porquê você deve assistir.

 
A estudante Olive Penderghast (Emma Stone) encontra-se vítima de seu próprio "boato", quando ela mente para sua melhor amiga, Rhiannon (Alyson Michalka) sobre um encontro de fim de semana com um calouro da faculdade. O boato sobre a promiscuidade de Olive rapidamente se espalha e, para sua surpresa, ela acolhe favoravelmente a atenção. Quando ela concorda em ajudar um amigo, que sofre com bullying, fingindo dormir com ele, sua imagem se degrada rapidamente para um estado mais sensual e seu mundo começa a ficar fora de controle.


“Os rumores da minha promiscuidade foram muito exagerados. Eu costumava ser anônima, invisível para o sexo oposto. Se o Google Earth fosse um cara, ele não conseguiria me encontrar nem se eu estivesse vestida como um prédio de 10 andares. Espetáculo material de ponta, hein? Uma colegial sentindo-se anônima. ‘Quem sou eu? O que isso tudo significa? Porque estou aqui?’ Blá. Mas não se preocupe, esse não é um daqueles contos, embora tenha começado dessa forma. E então tudo muda muito rapidamente quando eu comecei a mentir sobre algumas coisas muito pessoais. Então que fique registrado que eu, Olive Penderghast, estando de mente sã e abaixo da media de tamanho de peitos, juro dizer a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade. A partir de agora.”

Porque assistir: Porque Emma Stone é uma linda. Pronto, é isso, acabou. Não, brincadeira, apesar de ser de fato uma linda, Stone é uma atriz super meiga e talentosa. Olive nos cativa e diverte, é uma personagem real, sarcástica, inteligente e divertida. A família dela é super bacana e fiquei com inveja, queria ter pais tão engraçados e gente boa, eles são do tipo que não se metem, só aconselham. O romance no filme é tão gracinha! O filme é narrado por Olive, como se ela estivesse contado a historia, seu segredo, diretamente para você (como na fala acima). Essa narração te permite saber pelo que ela tá passando. 

Se você ainda não tá com vontade de assistir esse filme sensacional, assista o teaser, uma das minhas cenas favoritas. (Impossível tirar a musica da cabeça, depois)


Thrailer:
Aluguem o filme A mentira ou compre o DVD aqui ou faça download aqui.

PS: O elenco também é bem bacana, com Penn Badgley (o bonitinho Dan Humphrey em Gossip Girl), Amanda Bynes (fez Ela é o cara e uma porrada de filmes adolescentes), Dan Byrd (amigo d’A nova cinderela), Lisa Kudrow (Phoebe, Friends), Cam Gigandet (alguém de Crepusculo) e outros.