Cena bônus Anna e o beijo francês: Vulcans are hot

Olá, bonitinhos. Então, no momento estou lendo Lola and the boy next door, escrito pela digníssima e totalmente awesome Stephanie Perkins - mais conhecida por ter escrito Anna e o beijo francês – e estou curtindo bastante. Isso porque não passei nem da página 50, só pra vocês terem noção. 

Hoje estava dando uma olhada no site dela e tem muita coisa interessante. Foi lá que descobri essa pequena cena extra, que se passa depois do fim do livro, mas antes de Anna e Étienne se formarem. Embora irrelevante para o curso da estória, foi legal ler sobre eles dois, novamente. Anna e o beijo francês derreteu meu coração e fiquei bem nostálgica ao me deparar com essa cena, mas foi bom, porém. :)

Pensei em deixar em inglês, porque minha tradução poderia – e provavelmente tem – ter falhas, mas é mais fácil para os leitores do blog que não estão acostumados com inglês. De todo jeito, aqui está a cena em inglês.


Promoção: I dare you to participate!

Oi, bonitinhos! Fazia muito tempo que não rolava promoção aqui no blog, mas em breve mudarei isso. Para começar, o primeiro sorteio de livro em inglês aqui no blog. Se você tem um bom nivel de inglês, mas nunca leu nenhum livro, não se acanhe que esse foi o meu primeiro - pode ser o seu também! Além do mais, a leitura é fácil e fluida. Se você é acostumado a ler livros gringos, melhor ainda. 

O sortudo leva pra casa:

  Livro: Dash & Lily's book of dares - Rachel Cohn & David Levithan
Lily deixou um caderno vermelho cheio de desafios na prateleira de sua livraria favorita, esperando pelo cara certo que irá encontrar o caderno e aceitar os testes. Mas será Dash o cara certo? Ou Dash e Lily estão apenas destinados a compartilhar desafios, sonhos e desejos nesse caderno que ele passam e repassam por toda a cidade de Nova York? Será que suas personalidades se conectariam tão bem quanto suas versões do caderno? Ou eles serão uma incompatibilidade cômica de proporções desastrosas?
Regras para participar da promoção:
 
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• Deixar um comentario nesta postagem para validar sua participação (Pode ser um simples "participando" ou um comentário mais elaborado. É mais pra ter noção mesmo.)
• Ter um endereço de entrega no Brasil
• Preencher o formulário corretamente até dia 26 de fevereiro de 2012.


Mas é claro que você ganha chances extras

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 I dare you to participate! O blog @mgostadefalar está sorteando o livro Dash & Lily's book of dares, corre lá http://migre.me/7GL71
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É isso, boa sorte e espero que tenham gostado da promoção! :)

Você tem meia hora - Camila Nascimento Silva

Peeps, perdão pelo pequeno sumiço. Meu irmão tá voltando pra Buenos Aires e a familia tá naquela de "vamo ficar junto enquanto pode", tô com uma virose braba e fiquei de cama esses dias todos, de quebra a internet deu pau ontem. Enfim, não importa. A resenha de hoje é de um livro pelo qual fiquei encantada. Espero que gostem e deem uma chance à autora, de apaixonar vocês também! :)
 
Título: Você tem meia hora
Autor(a): Camila Nascimento Silva
Editora: Subtitulo (Bookess na versão do booktour)
Páginas:
435 (291 na versão independente que li)
Onde comprar: Oficina de livros

É uma delicia ler um livro com um tema pouco trabalhado; inusitado, mas talvez seja ainda melhor quando o(a) autor(a) tem as artimanhas necessárias para transformar um assunto recorrente, em uma leitura maravilhosa. A escrita leve e fluida de Camila Nascimento Silva transmuta o que seria banal, numa obra divertida e valiosa.

Você tem meia hora conta a estória de Beatriz Felizardo, uma comissária de bordo abandonada na virada do ano, pelo que achava ser seu futuro marido, Arthur. Bia então entra numa depressão sem medidas e passa pelas cinco fases de superação, prolongando sua estádia na primeira (Que quer dizer: Nah, a gente não terminou, só está dando um tempo), como toda boa mulher apaixonada e desiludida.

Felizmente, Bia tem uma melhor amiga, quase irmã-siamesa e também comissária de bordo, Mariana, disposta a tirá-la da fossa ao se deparar com uma solução que tiraria o foco de Bia nos seus problemas. A companhia aérea na qual elas trabalham estenderá os voos para a Europa e Oriente médio e o recrutamento será interno. A proposta não enche os olhos de Bia, inicialmente, afinal serão dezenas de pessoas se inscrevendo, todas com inglês fluente e a chance dela ser aceita é remota. Vejam só: nada a ver com o fato de Bia continuar esperando Arthur pedi-la de volta rastejando, pedido a qual ela aceitaria prontamente, após fazer um charminho.

Duas semanas depois ela está embarcando para Londres e a guinada que essa mudança radical deu em sua vida toma proporções imensas. Morando com Olli, um maquiador gay que me arrancou diversas risadas, Pá, a amiga que acredita que sua vida é regida pela localização dos planetas e afins e Dyllan, o australiano lindo de morrer.

Inicialmente, pensei que Você tem meia hora seria mais um daqueles chik-lits no qual a mulher de quase 30 que não se acha atraente o suficiente, sofre uma desilusão amorosa, faz uma mudança drástica na aparência e conhece um príncipe encantado. De fato, Bia é uma mulher de quase 30, desconfiada e abandonada por seu namorido, mas o livro aborda temas tão mais profundos quanto você não poderia imaginar, ao ler a sinopse e ver a capa.

Os personagens foram imensamente bem construídos, únicos ao seu modo e cativantes nas suas relações internas. É impossível não sentir um enorme carinho por Mariana, aquela amiga que todas nós temos; por Olli, o amigo gay que todas desejamos ter; Jonas, um pai que já fez muita burrada na vida, mas nos ama com todo o coração; Arthur, o canalha que nos machuca, mas nos ensina; Dyllan, o cara que só precisa segurar sua mão, para ser feliz.

Camila Nascimento Silva criou personagens espirituosos e reais. Foi triste terminar o livro, pois senti que estava dando adeus aos personagens-amigos que eu tinha feito durante a leitura. Fazia um tempo que eu não lia um livro que me fizesse gargalhar (muitas vezes), chorar e sentir aquela nostalgia gostosa. E de quebra, me ensina uma lição valiosa: recomeçar faz parte.


Classificação:
5 de 5 (Ótimo)

Na caixinha do correio #5

Outra Na caixinha do correio para vocês, seção que está bem escassa devido ao meu mau planejamento de tempo. Essa semana vou comprar uma agendinha bonitinha para ser mais organizada com minha leitura, estudos e etc. Peço desculpas adiantadas pelos acessos de tosse inoportunos; pelas vezes que falei trocentas coisas e vocês entenderam: ahdjflkdsjk; e afins. :)



Pessoas citadas: Gabriela, Está inspirada | Duda, Book Addict.
Resenha citada: Dash & Lily's book of dares - clique aqui
Foto do trequinho do Moleskine que não soube explicar: clique aqui

12 livros em 2012 - parte II

Sabe o retrospectiva e o expectativa? Então, essa é a minha versão conjunta deles. Aqui abaixo estão os livros que eu considero indispensáveis para sua meta de 2012. E para quem quer ler 50 nesse ano, adicionar 12 não vai ser difícil! :)

Os livros que escolhi fazem parte dos meus favoritos*, então é bem fácil vocês já terem me ouvido falar deles aqui no blog. Tentei tirar os livros mais populares, tipo Um dia, Jogos Vorazes e Anna e o beijo francês. Todo mundo devia ler esse livros, também, mas isso já é meio óbvio. 

Como são doze livros, tentei fazer poucos comentários para não ficar muito extenso, mas não obtive sucesso. Por isso separei o post/meme em duas partes. Confira a primeira aqui.

7 – A menina que roubava livros – Esse aqui é bem famoso no mundo todo, mas ainda há aqueles que não leram e nem se interessam por esse livro. A denuncia ao nazismo, a amizade e o amor pela familia são maravilhosamente bem trabalhados. Um fato que deve ser mudado, porque Markus Zusak criou uma estória excepcional que merece, definitivamente, ser lida.

8 – Desculpa se te chamo de amor – Eu tenho um lance bem forte com esse livro e não sei direito porque. Vai ver é porque é super bem escrito, meio poético, trabalhado lentamente para atingir o estado que o autor queria. As citações são incríveis e a maneira como o Frederico Moccia escreve é encantadora.

9 – Como se livrar de um vampiro apaixonado – Foi uma agradável surpresa abrir o livro após meses da compra, sem nenhuma expectativa e me divertir com a escrita de Beth. Os personagens me conquistaram (especialmente Lucius). Ao contrario das estórias saturadas, de vampiros, esse livro é doce, despretensioso e gostoso de ler. Sem focar muito no lance sobrenatural.

10 – Antes que eu vá – Outra agradável surpresa que me fez refletir muito. O fato de eu não esperar nada demais em Antes que eu vá, com certeza contribuiu para a leitura. Ele é muito bacana e fala de um assunto bastante abordado, o Bullying. Felizmente, ele não é maçante e pseudo-educativo, mas sim reflexivo. Não pude evitar me questionar; se eu tivesse só um dia de vida, o que faria?

11 – Sangue Quente A temática do livro é tão diferente do que eu estava acostumada a ler. Zumbis! E quem poderia imaginar que um zumbi seria tão bonzinho como R? Gostei bastante desse livro, principalmente pelo fato da autora ter fugido do comum ao criar essa estória. Recomendado para quem curte. 

12 – Eu sou o mensageiro – De novo o Markuz Zusak marcando presença na minha lista, por causa da sua escrita incrível e seus livros que fazem refletir. Esse livro é despretensioso, bem humorado e com um toque de reflexão que faz bem. Apesar do final um tico mal explicado, adorei a forma descontraída de como ele foi escrito.

*Não seguem nenhuma ordem de preferencia.

Dash & Lily book of dares - Rachel Cohn & David Levithan

Título: Dash & Lily book of dares
Traduzido: O livro de desafios de Dash e Lily
Autor(a): Rachel Cohn & David Levithan
Editora: Ember
Páginas: 260

É natal, época de boa vontade, alegria e de luzes coloridas por toda a cidade. É também a época favorita do ano, para Lily e a mais detestável para Dash. Se pudesse ter um sabor, esse livro teria gosto de leite e biscoitos – iguais àqueles que as crianças deixam pro Papel Noel. Se pudesse ter um som, soaria como as risadas durante a ceia e sinos de lojas, indicando a entrada de um novo cliente. Se tivesse um lugar, seria Nova York. E é justamente lá – em Manhattan -, que se passa a estória meio fantástica e incrivelmente doce, de Dash e Lily.

Imagine que está na sua livraria preferida e aninhado confortavelmente na estante onde ficam os seus livros favoritos, está um caderno vermelho. O que você faz? Movido pela curiosidade, Dash abre o diário e encontra os seguintes dizeres:
Deixei algumas pistas para você.
Se você as quer, vire a página.
Se não, coloque o livro de volta à prateleira, por favor.
São essas três linhas que levam Dash a encarar à jornada de desafios que Lily prepara para ele e que desencadeiam em aventuras por toda a cidade. A cada novo desafio, a cada linha escrita nas páginas, a conexão entre Lily e Dash se torna mais substanciosa. Se antes eram considerados estranhos um para o outro, a amizade que se desenvolve através das páginas do caderno faz esse conceito tornar-se mais brando.
 
As regras são muito simples: Dash deve fazer o que o caderno diz, para continuar a correspondência. Assim que aceitar e realizar o desafio escolhido por Lily, ele deve deixar o caderno no local estipulado, junto com indicações de novos lugares, fazendo a ela um desafio, também. Os lugares e as tarefas escolhidas são interessantes e funcionam como uma piada interna, entre eles.

Os capítulos são intercalados entre Dash e Lily (sendo David Levithan responsável por Dash e Rachel Cohn por Lily), dois personagens reais com facetas diferentes e encantadoras, a seu modo. O livro mescla vários assuntos abordados e apesar de ser uma leitura leve e fluida, lida com expectativas e projeções, na hora de conhecer pessoas. Como idealizamos pessoas e colocamos características em pedestais de adoração e nos decepcionamos quando elas são, simplesmente, elas mesmas.
- Você acha que achou a garota na sua cabeça.
- O que quer dizer?
- Quero dizer, como a maioria dos caras, você carrega essa garota na sua cabeça, que é exatamente quem você quer que ela seja. A pessoa que você acha que mais vai amar. E cada garota com quem você está é medida com essa garota na sua cabeça. Então essa garota, com o Moleskine vermelho... faz sentido. Se você nunca a encontrar, ela nunca será medida. Ela pode ser a garota na sua cabeça, dessa forma. 
Recheado de bom humor, tiradas sarcásticas e inteligentes, menções à gênios da literatura e um espirito natalino quase palpável, Dash e Lily’s book of dares resgata o sensação de abrir presentes embaixo da árvore e se deparar com exatamente o que você pediu! Original, bem elaborado e absurdamente bonitinho, David Levithan e Rachel Cohn escreveram uma estória recomendadíssima. (Especialmente para se ler no Natal)

“Faz os leitores ansiarem por comprar um caderno vermelho, começar a preencher suas páginas e encontrar um amigo que possa acabar se tornando mais que isso. Esse livro vai passar tanto tempo na prateleira quanto o caderno de Lily.”
- School Library Journal

Classificação:
 4 de 5 (Muito bom) - favorito

Uma curiosidade: Apesar de David Levithan e Rachel Cohn não  terem passado  o caderno vermelho um para o outro, eles trocaram emails, sem combinar nada do que aconteceria no livro. Tudo o que tinham era a ideia principal e o capitulo anterior que lhe foi enviado. Achei intereessante.

A mulher que gosta de falar #1 e de ler

A mulher que gosta de falar é a nova “coluna” aqui do blog. Não terá  data fixa, porém. Postarei – um relato, uma curiosidade, um conto - quando estiver inspirada e quiser compartilhar algo mais pessoal com vocês. PS: Espero que não se entediem com minhas baboseiras.
Alguns dias atrás fui pega de surpresa por uma pergunta capciosa. A minha sobrinha de quatro anos, ao ver livros espalhados pela cama e cabeceira, questiona: “Titia, porque você tem tantos livros?” Com a atenção voltada a um filme cujo nome não recordo, respondi automaticamente: porque a Titia gosta de ler. Não satisfeita com minha resposta rasa, ela continua: “Titia, porque você gosta de ler?”

“Gosto de ler porque foi lendo que eu conheci um mundo inteiro em algumas páginas. Ou em um sorriso de um personagem por quem tenho grande apreço.  Posso me encantar pela maneira como alguns autores tem uma capacidade exímia de transportar sensações e sentimentos, aos seus leitores. Lendo eu posso estar presente na vida de milhares de pessoas. Lendo eu sou milhares de pessoas. 

Lendo aprendi a sonhar de olhos abertos e que para viajar não preciso de tanto dinheiro assim, basta abrir um livro e mergulhar nas linhas ínfimas. Ínfimas porque não importa que o livro acabe, ele sempre vai viver na nossa imaginação. O fim nunca é o fim, na literatura.

Livros são ideias mais elaboradas e uma ideia é o vírus mais poderoso. Se multiplica, se transforma, atinge um numero incalculável de mentes. Um livro muda a vida da gente. Muda a maneira de enxergar o mundo, de enxergar as pessoas. Um livro ajuda a construir seu caráter. Um bom livro, além de se tornar um ótimo companheiro, é um excelente professor. 

Lê-se para aprender, para conhecer, para entender. E lê-se também para o alcançar o doce e ingênuo prazer do entretenimento. Não há regras e nem índices, mas ler é vital.” Foi o que pensei em dizer, mas ao invés disso, respondi: porque ler é bacana, princesa.

She read about people she could never be,
and adventures she would never have.
E quanto a vocês, leitores? Porque gostam de ler? (Adoro ler os comentários/respostas. =)

Pacto Secreto - Eliane Quintela

Título: Pacto Secreto
Autor(a): Eliane Quintella
Editora: Novos Talentos
Páginas: 357

A sinopse do Pacto Secreto me instigou instantaneamente. Eu sempre tive um fraco por estórias que testem nossos princípios, o amor pela família. Sempre gostei de livros que me fizessem questionar as minhas atitudes, se estivesse no lugar da protagonista. Pacto Secreto, de fato, tem uma estória original e instigante, mas os diálogos e a narrativa detalhista me fizeram abandonar o livro, algumas vezes.

Valentina é uma mulher jovem, bonita, rica e que adora se testar. Sua paixão por equitação a fazia escolher os cavalos mais ariscos e difíceis de serem domados; ela adorava um desafio. Sua irmã gêmea Sara, por outro lado, representava o lado doce, seguro e estável da irmandade.

Quando o acidente que assola a família e torna Sara tetraplégica acontece, Valentina não consegue evitar se sentir culpada. A estrutura familiar dos Soares muda drasticamente. Sara enclausura-se em seu quarto, como era de se esperar; a mãe sofre pela dor da filha e Valentina afunda em culpa.

Desesperada, Valentina recorre à única “pessoa” a qual não pediu ajuda: ao Diabo. O Enviado é o estereótipo do pecado. Bonito, sedutor, incrivelmente charmoso. Ele propõe tirar o fardo que Valentina carrega, em troca de sua assinatura no Pacto. Aí começa a reflexão e a pesquisa da protagonista, duvidosa quanto sua decisão. Seria o preço pedido, alto demais?

A escrita não foi ágil, em minha opinião, durante quase todo o livro. As ultimas cem páginas foram minhas preferidas, pois foram mais objetivas e melhor trabalhadas. Os diálogos forçados e os vocativos repetitivos (minha adorada filha/ minha filha querida/ minha filhinha, tudo em uma conversa) foram alguns dos motivos que me fizeram parar a leitura por umas semanas. Às vezes os autores exercem de diálogos para incrementarem a relação dos personagens, mesmo que eles não sejam essenciais à trama principal. Entretanto, os diálogos de Pacto Secreto, às vezes, eram enfadonhos e irrelevantes.

Infelizmente, os encantamentos do Enviado nem chegaram a me convencer. Ele tinha tudo para ser um personagem charmoso e com quem simpatizaria, mas isso não aconteceu. As descrições de Valentina a fizeram parecer fútil e vaidosa demais, em alguns momentos. Outros personagens como a mãe e o pai de Valentina me conquistaram pelo imenso amor que tinham pelas filhas.

Li inúmeras resenhas positivas e eu fiquei esperando para algo de extraordinário acontecer. Vejam, eu realmente queria gostar do livro. Queria mesmo! Como desde as primeiras páginas os parágrafos pareciam se repetir, passei a esperar, pelo menos, algo de bom, acontecer na narrativa. (Aconteceu, claro, mas um tanto tarde). Não que a estória fosse ruim - ela é muito boa, na verdade -, mas a escrita, confesso, deixou a desejar. 

Eliane Quintella, por outro lado, construiu uma estória belíssima sobre o amor entre irmãos - a determinação de Valentina em ajudar Sara, era admirável - e os sacrifícios que fazemos por aqueles que amamos. Ela me fez refletir sobre alguns atos de Deus; aqueles que na realidade não verdadeiramente entendemos. 

Classificação
Nota 2 de 5 (Regular)

12 livros em 2012 - parte I

Esses últimos tempos eu estive ausente e rolaram uns memes muito bacanas de fim de ano. Sabe o retrospectiva e o expectativa? Então, essa é a minha versão conjunta deles. Aqui abaixo estão os livros que eu considero indispensáveis para sua meta de 2012. E para quem quer ler 50 nesse ano, adicionar 12 não vai ser difícil! :)

Os livros que escolhi fazem parte dos meus favoritos*, então é bem fácil vocês já terem me ouvido falar deles aqui no blog. Tentei tirar os livros mais populares, tipo Um dia, Jogos Vorazes e Anna e o beijo francês. Todo mundo devia ler esse livros, também, mas isso já é meio óbvio.

Como são doze livros, tentei fazer poucos comentários para não ficar muito extenso, mas não obtive sucesso. (Sabem como é dificil falar dos preferidos)  Por isso separei o post/meme em duas partes.

1 – O pacto – Jodi Picoult se mostrou uma autora excepcional ao redigir um livro intenso, real e instigante. A estória de Chris e Emily mexeu comigo como poucos livros conseguem. Minha mãe deitava na banheira do hotel às 4 horas da manhã - pra não tigar a luz do quarto -, por não conseguir largar. Só para vocês terem uma noção.

2 – Sociedade Secreta, Rosa e Tumulo - Esse livro é daquele tipo que não há nada demais e ainda conquista. A autora não inova, exatamente, mas acerta em cheio com sua escrita espirituosa. Apesar de muito bom, é um livro para ser lido sem expectativas altas. Ele é simplesmente extremamente bacana de ler, sem razão aparente. 

3 – Dash & Lilys book of dares – O ultimo livro que me deixou derretida assim por uma estória foi Anna e o beijo francês. A maneira diferente e romântica como eles se conheceram me deixa com uma invejinha tão gostosa. Doce, doce, muito doce. A escrita de Rachel Cohn e David Levithan me conquistou, como fez em Nick e Norah.

4 – Muito mais que uma princesa – Quem me conhece sabe do meu amor por romances históricos. Adoro a maneira erudita de falar, os vocativos charmosos como Sir e Senhorita, Milady, e o romance mais caliente. Ian - e seu sotaque britânico – estão no topo da lista de personagens mais sexys. Lucia e seu espirito italiano também não ficam atrás no quesito mocinha mais foda.

5 – Os treze porquês – A garota comete suicídio e deixa 13 fitas contendo os 13 porquês – os 13 quem, mais precisamente – a levaram àquela decisão. O formato excepcional, a ideia inovadora e a abordagem reflexiva são três porquês o livro é tão bom. Os dois focos narrativos constroem uma espécie de diálogo póstumo entre os protagonistas.

6 – A vida em tons de cinza – Um dos melhores livros que li em 2011, a realidade – ou melhor, a brutalidade – dos fatos ocorridos na historia torna tudo mais intenso. O desenvolvimento impecável dos personagens e a construção de uma historia que inspira a esperança, quando tudo parece perdido. 


*Não seguem nenhuma ordem de preferencia.

Tem algum desses que já está na lista de vocês? Digam que eles vão entrar na lista de vocês, digam, haha. Algum desses entrou na lista, agora?

O meu Pé de Laranja Lima - José Mauro de Vasconcelos

Olá, bonitinhas! Primeiro livro do ano, primeira resenha do ano, primeira postagem do ano. Quero agradecer de coração às pessoas que leram meu "desabafo" do ultimo post, compreenderam meus motivos e não abandonaram o blog. Vocês são umas lindas, mesmo! :) Espero que gostem da resenha e comentem. PS: To saudosa.

Título: O Meu Pé de Laranja Lima
Autor: José Mauro de Vasconcelos
Editora: Melhoramentos
Páginas: 183

Zezé, nosso protagonista, é um menino de cinco anos com uma curiosidade e imaginação infindável que pertence a uma família numerosa e de pai desempregado. Apesar da inteligência precoce, como gostam de lhe dizer, Zezé é levado e vive apanhando. As travessuras do menino vão de assustar vizinhos com cobras feitas de meias finas à passar cera de vela na calçada e assistir os coitados desatentos caírem no chão. 

Vindo de família pobre, Zezé não tem os privilégios que os meninos mais fortunados, tem. Seus brinquedos são de segunda mão e poucos, o que faz com que ele tenha de ser extremamente imaginativo para conseguir alguma diversão. E é assim que ele constrói um circo e umjardim zoológico dentro de seu quintal, fazendo de galinhas pretas, panteras selvagens.
- Você vai longe, Peralta. Não é a toa que você se chama José. Você será o Sol e as estrelas irão brilhar ao seu redor.
Fiquei olhando sem entender e pensando que era mesmo trongola.
- Isso você não entende. É a história de José do Egipto. Quando você crescer mais, eu conto essa história.
Eu era doido por histórias. Quando mais difíceis, mais eu gostava.
Alisei meu cavalinho bastante tempo e depois levantei a vista pro Tio Edmundo e perguntei:
- A semana que vem, o senhor acha que eu já cresci?...
Durante as surras, seus familiares raivosos diziam que o garoto não prestava; era afilhado do diabo; tinha a peste no sangue e aos poucos, Zezé começa a acreditar. Para suprir as carências sociais e afetivas, ele faz amizade com um Pé de Laranja Lima, batizado Minguinho/Xururuca, uma arvorezinha que ficava no quintal de sua nova casa. Outras amizades são feitas, mas é com o Portuga que Zezé encontra a ternura desejada.

A linguagem do livro é tão simplória e bonita que chega a ser tocante. De muita fácil compreensão, a maneira regional de se falar, conquista o leitor e o aproxima da realidade sofrida daquele povo. A sensibilidade de Zezé e a idade mental dele me surpreenderam e me encantaram.
- Onde queres ir?
- Só sair daqui. A gente podia ir até o caminho do Murundu. É perto e não gasta muita gasolina.
Ele riu
- Não és muito criança para entenderes dos problemas de gente grande?
A pobreza lá em casa era tanta que a gente desde cedo aprendia a não gastar com qualquer coisa. Tudo custava muito dinheiro. Era caro.
A surras que o pobre menino recebia me deixava indignada. Zezé tinha marcas e cortes e ficou de cama depois de algumas, e tudo porque se recusava a jantar ou falava palavrões. Me deixava com a sensação que a frustração da vida difícil pela qual todos passavam, era descontada das costas do garoto de cinco anos.
- Mas ele me bateu tanto, tanto, Portuga. Não faz mal...
Funguei compridamente.
– Não faz mal, eu vou matar ele.
- Que é isso menino, matares teu pai?
- Vou sim. Eu já até que comecei. Matar não quer dizer a gente pegar revolver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu.
José Mauro de Vasconcelos escreveu - em doze dias - um livro cru e real, com uma verdade dolorida e um retrato fiel da classe baixa. O Meu Pé de Laranja Lima se revela um livro reflexivo, também. A doçura do livro fica encarregada de Zezé e sua amizade, tanto com o Minguinho, quanto com o Portuga e seu carinho pelo irmão mais novo, Luís. A doçura está na curiosidade voraz do menino, instigado pelo mundo e seus segredos; está na sensibilidade dele com os sentimentos e as dores alheias; está nos sonhos de uma vida/infância melhor. 

Classificação

Resultado Natal Literario

Hoje só tem o resultado, porque eu estou escrevendo e preparando novas resenhas e posts para minha volta triunfal, haha. Acho que amanhã to de volta. Saudadeee. :)


Ansiosos para o resultado?? Foram 777 formulários preenchidos, muito obrigada a todos os participantes!

Vamos aos resultados!

1º sorteado:

PARABÉNS, GISELE!!

2º sorteado:


PARABÉNS, REBECA!!


3º sorteado:


PARABÉNS, KAREN!!

Parabéns a todas! Vocês têm até três dias para responder o meu e-mail e os livros em sua ordem de preferência. Eles podem demorar até um mês para chegar, ok?
E se você ainda não ganhou, não desanime!! Você terá mais sorte da próxima vez!