Na caixinha do correio #2


Primeiramente, perdão pela demora a fazer outro vídeo, sei que repeti “a caixinha dessa semana” quando o certo seria mês. Não vou dar a desculpa do Enem que, apesar de verdadeira, já está manjada. O que posso dizer é que vou tentar ao máximo gravar os vídeos semanalmente ou, no mínimo, quinzenalmente! 

Segundo, o vídeo está curto porque eram 01:15 da madrugada. Sem mais.

Terceiro, ignorem os momentos em que eu pareço ter dislexia ao abandonar uma frase ao meio. (Tenho quase certeza que é devido ao nervosismo. Quase.)


Parceria
A vida em tons de cinza, Ruta Sapety - Arqueiro
Pacto Secreto, Eliane Quintella
Estrela Píer, Kamila Denelscki
O Imortal, Vanessa Bosso
As crônicas da terra do lago, Iracy Araujo

Compras
Qual seu número, Karyn Bosnak - Resenha

Ganhei
O céu esta em todo lugar, Jandy Nelson

Espero que tenham gostado, muito obrigada a quem assistiu e mais uma vez, não me deixem falando sozinha com a camera, haha. :)

Qual seu número - Karyn Bosnak

Título: Qual seu numero?
Autor(a): Karyn Bosnak
Editora: Novo Conceito
Páginas: 414
Classificação: 4. (Muito bom)
Qual número, exatamente, é considerado alto para uma mulher da minha idade? Bem, é difícil dizer, porque as pessoas raramente são sinceras a respeito dos seus números. E isso não é nenhum segredo. (...) Eu admito: sou tão culpada quanto qualquer pessoa quando o assunto é manipular o número. Inclusive, meu número muda, dependendo da pessoa com quem estou conversando."

Delilah Darling é uma mulher de quase trinta anos que acredita não ter nada, nenhuma empresa própria ou emprego, nenhum loft ou condição de pagar o aluguel, nem marido ou mesmo um namorado. O que Delilah tem é uma lista relativamente grande de caras com quem dormiu e uma preocupação latente em não se tornar uma daquelas senhoras sozinhas de 60 anos que já dormiram com 78 caras.

"Meu nome é Delilah Darling. Tenho 29 anos. Sou solteira, e, bem... sou uma mulher fácil." 

Bom, não realmente, mas esse é o rótulo que ela escolhe atribuir a si mesma  ao descobrir que a lista de homens com quem dormiu é praticamente o dobro da média aceita para sua idade. Tentando não desperdiçar o que pensa ser sua ultima chance de se casar, ela parte em uma jornada em busca de seus 19 últimos amantes.

"Tony Robbins diz que o que separa o bom do ótimo é a capacidade de agir. É isso que eu decido fazer – agir! Vou entrar em um carro e encontrar esses homens, um por um. (...) Daniel disse que não havia uma solução para o meu problema, mas, por Deus, é claro que há. E ele me diz que eu preciso de Jesus – quem ele pensa que é? Eu não preciso de Jesus. Eu preciso do Google."

E é aí que entra seu incrivelmente charmoso vizinho, Colin Brody, um irlandês aspirante a ator nascido numa família de investigadores. Munida de toda informação que conseguiu reunir – endereço, telefone, orientação sexual - e  a ajuda dele, Delilah inicia sua road-trip pelos Estados Unidos.

O livro é narrado em primeira pessoa, pela Delilah, uma protagonista doce, extremamente engraçada e impulsiva. É muito bom variar das personagens reclamonas, covardes ou sonsas, com uma bem humorada. Colin foi um personagem que conquistou meu apreço desde o início, gentil, despretensioso e principalmente por que, nas palavras de Del “Tem uma aparencia um pouco desleixada, meio parecido com Johnny Depp quando era mais novo.” Oh dear God, Johnny freaking Depp, how charming is that? Temos também Daisy, a irmã caçula prestes a se casar; Michelle, a melhor amiga/ex-colega de trabalho; o avô, um senhor muito sábio que quer curtir a vida e a mulherada; a mãe de Delilah, mulher preocupada com a solteirice da filha e Eva, a yorkshire mais adorável do mundo. 

A diagramação que a Novo Conceito preparou é incrível, eu gostei bastante. Cada capitulo é uma nova rota e contém um pequeno mapa e o numero do cara seguinte. Algumas páginas são com recados do correio eletrônico de Delilah, com desenhinhos de telefone e tudo o mais. Tem também pequenas listas que a protagonista prepara ilustradas de maneira bem legal.

Acho que a palavra para descrever Qual seu número? é: gostoso. Eu sei que isso soa meio bizarro, mas é super engraçado, cheio de quotes hilárias e, apesar de ser um livro grosso, não é nada cansativo. É sempre uma delicia ler um livro na qual o enredo é bem construído e as coisas não ocorrem de maneira abrupta, tudo é bem desenvolvido. Não se espera que um chick-lit traga uma mensagem, mas eu gostei da ideia que Qual seu número? passa. Inclusive, vou terminar a resenha com a dedicatória encontrada no livro:

"Para todas as pessoas que já tiveram que repensar ou criticar uma decisão tomada anteriormente. Nosso passado nos transforma em quem somos hoje. Não se arrependa."

À caça de Harry Winston - Laura Wisberger

Peeps, queria pedir perdão pela falta de posts, estive sem tempo (pré-Enem) e sem saco(pós-Enem), mas prometo novas resenhas em breve! Agradeço imensamente a todos que me desejaram sorte e coragem, suas lindas. Ah, e confiram o novo blog literário do momento: Perdida na estante.
Título: Á caça de Harry Winston
Autor(a): Lauren Wisberger
Editora: Record
Páginas: 430
Classificação: 3. (Bom)

Emmy estava a dois passos do casamento perfeito quando seu namorado a trocou pela personal trainer. Leigh é considerada o novo talento na editora onde trabalha, mas sua vida amorosa não anda tão bem quanto pensava. A brasileira Adriana odeia a palavra compromisso. Para ela, quanto mais homens melhor. As três amigas decidem fazer um grande pacto: mudar radicalmente suas vidas em um ano. Será que elas vão conseguir?
 Emmy, Leigh e Adriana são mulheres normais. Claro que nem todas nós temos apartamentos de luxo, bom emprego, noivos e tudo o mais, mas todas nós temos umas crises existenciais de vez em quando. Mulher é uma raça dramática e às vezes fazemos aquela tempestadezinha em copo d’agua do tipo “oh Deus, o que farei agora?” Admitam, não tem nada demais ser assim  às vezes. Bom, as personagens desse livro são mulheres talentosas, companheiras, reais e.. dramáticas.

A amizade das três é do tipo gostosa de se ler, esse foi um ponto bem forte do livro, se não o mais forte. As conversas variam de bobas, como o quão gracinha é o entregador de pizza, por exemplo, às mudanças que sentem que precisam ocorrer em suas vidas, surgindo assim, o pacto. Dentro de um ano, elas precisam atingir um grande objetivo, seja arrumar um namorado ou se estabelecer financeiramente. O romance é bem escrito, também. Divertido, com tiradas engraças engraçadas e sarcásticas.

Porém, sabe aquele livro que você lê e fica com uma interrogação imensa na cabeça? Esse não é um desses livros. Você termina de ler e não pensa em nada, fecha-o e recoloca na prateleira e não pensa em nada. Não tenho muito o que falar dele, não chega a ser um livro ruim, ele só é extremamente raso. Não há nenhuma reflexão, nada que nos toque, nos faça refletir. É um livro e só. 

Lauren Wisberger é a mesma autora de O diário veste Prada (cujo filme eu adoro) e nesse livro aborda uma temática relativamente parecida, mulher de Nova York, grifes e suas crises existenciais. Talvez por isso eu não dê tanto crédito à autora, já que os livros não fazem parte de uma série, seria bom ela tentar escrever algo um pouco diferente. Não que chick-lits como esses não podem ser livros fantásticos; eles podem. Muitos deles são, aliás! Mas a tarefa da autora é inovar, mesmo se tratando de uma temática conhecida.
 
Algum tempo atrás, vi a Aione falar que O diabo veste Prada não a agradou, que a personagem era muito dramática e reclamona. Confesso que me senti um pouco melhor, então o problema não era comigo, yay! Definitivamente não é um must read, mas tampouco é um... dont read (?). Indico, principalmente, aos amantes de O diabo veste prada e afins.

Filmes e series (porquê assistir) - Closer

A proposta dessa coluna é trazer filmes e series que valem a pena serem assistidos, obviamente. Todavia, eu tento trazer coisas novas, com grande potencial, mas que não foram plenamente divulgadas no Brasil. Em suma: eu tento evitar modinhas.

O filme dessa semana não é um filme lançado recentemente. Na verdade, foi lançado em 2004 nos EUA. Essa é a hora que vocês dizem “ok, Luana, você está uns 7 anos atrasada” e eu concordo. Então porque, ainda sim, falarei desse filme? Simples, porque ele é sensacional. E meu filme favorito.

Anna (Julia Roberts) é uma fotógrafa bem sucedida, que se divorciou recentemente. Ela conhece e seduz Dan (Jude Law), um aspirante a romancista que ganha a vida escrevendo obituários, mas se casa com Larry (Clive Owen). Dan mantém um caso secreto com Anna mesmo após ela se casar e usa Alice (Natalie Portman), uma stripper, como musa inspiradora para ganhar confiança e tentar conquistar o amor de Anna.

Honestamente, não tem como essa sinopse ser mais cocô. Perdão ao termo chulo, mas Anna está longe de ser a protagonista de Closer, como deduzimos após ler o trecho acima. Alice Ayres rouba a cena e o filme torna-se dela, tornando-se o centro do drama e dos relacionamentos.

Dirigido por Mike Nichols, tem o roteiro inspirado na peça teatral de Patrick Marber. Estão no elenco principal; Julia Roberts, Natalie Portman, Jude Law e Clive Owen. Ponto. Eu poderia acabar bem aqui e não dizer mais nada, já que com um elenco tão forte, era bem óbvio que o filme seria maravilhoso, certo? Errado. Citarei um exemplo; Valentines Day (Idas e vindas do amor) é um filme com um elenco de peso e o filme é medíocre. Pra não dizer maçante. Aí é que está a diferença entre Closer e todos os outros filmes. Visto o escritor da peça - que deve ser incrível - é o próprio roteirista do filme, ele é bem fiel á natureza pesada e verdadeira da peça que escreveu.

Assista ao trailer abaixo. Desculpem a má qualidade, foi o unico legendado que achei.

Porque assistir: Porque eu sou obcecada por ele! O filme é incrivelmente cru. Cruél, até, e honesto. Os diálogos são maravilhosos. A trilha sonora é incrível. O melhor roteiro já escrito, para mim. Quatro atores e um roteiro fizeram um filme espetacular. Clive Owen e Jude Law estão sexys como sempre e super convincentes. Ninguém espera que Natalie Portman seja ótima em seu papel - já que ela era uma atriz meio desconhecida -, mas ela ofusca totalmente Julia Roberts. 

Não, sério, eu realmente sou obcecada por ele, hahaha. Meu irmão/namorado/mãe/cunhada sempre ficam com raiva porque quando estão zapeando canais e o filme está passando, sabem que vou assistir, sem duvidas. Tive que apagar vários parágrafos desse post para não ficar muito comprido, mas eu simplesmente tenho tanto a dizer do filme! Se vocês já assistiram, comentem o que acharam, se tem o mesmo fascínio e se não, baixem agora e venham me contar depois. Por favor!

PS: Bom ENEM para todos que vão fazer! Semana que vem tem DYE, sorteio e novas resenhas, fiquem ligadinhos.

Trecho de terça #1 + novidades

 
 
TRECHO DE TERÇA (do inglês Teaser Tuesday) é um meme adaptado de blogs americanos, cujo objetivo é postar um trecho sem spoiler do livro que estou lendo no momento.


Ela que se foda.
 Ela que se foda por entrar nesse taxi. Ela que se foda por foder com minha cabeça. Ela que se foda por não saber o que quer. Ela que se foda por me arrastar para isso. Ela que se foda por beijar tão bem. Ela que se foda por estragar minha banda preferida. Ela que se foda por mal me dizer uma palavra antes de ir embora. Ela que se foda por não acenar. Ela que se foda por ter elevado minhas esperanças. Ela que se foda por tornar minhas esperanças inúteis. Ela que se foda por ir embora com a porra do meu casaco.
 Eu que me foda.Eu que me foda por sempre entrar em situações assim. Eu que me foda por me importar. Eu que me foda por não saber as palavras que a teriam feito ficar. Eu que me foda por não saber o que quero. Eu que me foda por acenar. Eu que me foda por não retribuir o beijo dela do jeito certo. Eu que me foda por ter elevado minhas esperanças. Eu que me foda por não ter esperanças mais realistas. Eu que me foda por dar a porra do meu casaco á ela. Merda.
Na verdade eu não estou lendo esse livro; já li a algum tempo, mas devido a falta de tempo dessa semana pré-ENEM, eu não li nada. Aliás, é uma das primeiras semanas que não leio nada, desde o começo do ano. Bad ENEM! Então resolvi postar um trecho que gosto de um dos livros mais descontraídos que tenho. O livro não tem tantos palavrões como no trecho, mas como é um livro narrado por adolescente, eu até acho comum. Leia e comente na resenha.

E a novidade que queria compartilhar com vocês:

No universo de Walking Dead, não há maior vilão do que O Governador. O tirano que controla a cidade de Woodbury tem seu próprio senso de justiça doentio: forçar prisioneiros a batalhar em uma arena contra zumbis apenas por diversão ou decepar os membros de quem tem o azar de cruzar com ele. 

Outra cosita, essa semana Galera Record divulgou no twitter que vai lançar um livro da série The Walking Dead (o namorado indicou e eu gostei bastante, curto zumbis) co-escrito Robert Kirkman, criador de Walking Dead, em parceria com o veterano do gênero de horror Jay Bonansinga.

Pelo que li, o primeiro livro vai narrar a história de O Governador, em como ele tornou-se o que é hoje e o que levou ele a tomar medidas tao cruéis, acabando por ser eleito em seu ano de estreia nas HQs como o “Vilão do Ano” pela Revista Wizard.

Mas, gente, essa sinopse não lembra algum outro livro? Controlador de cidades, arenas mortíferas, prisioneiros obrigados a batalhar por sua vida. Hmmm, Jogos Vorazes? Achei muito parecido, Governador = Capital, Zumbis = Outros tributos e bestantes, Arena = ... Arena. Enfim, pode ser só minha obsessão, hahaha.  
  

Lonely Hearts Club - Elizabeth Eulberg

Título: Lonely Hearts Club
Autor(a): Elizabeth Eulberg
Editora: Intrinseca
Páginas: 233
Classificação: 4. (Muito bom)
Penny Lane Bloom cansou de tentar, cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto, claro, os únicos quatro caras que nunca decepcionam uma garota — John, Paul, George e Ringo. E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única afiliada do Lonely Hearts Club — o lugar certo para uma mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz. Lá, ela sempre estará em primeiro lugar, e eles não são nem um pouco bem-vindos. O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver as amigas mudarem completamente (quase sempre, para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí. Agora, todas querem fazer parte do Lonely Hearts Club, e Penny é idolatrada por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será, realmente, que nenhum carinha vale a pena? 
Depois de ter seu coração partido pelo que achava ser o cara com quem perderia a virgindade (mais conhecido como seu príncipe encantado e namoradinho de infância), Penny faz uma promessa a si mesma que, metade das mulheres do mundo já se fizeram: nunca mais se apaixonar. É assim que surge o clube (e, nascida numa família onde o amor pelos Beatles é imenso, que melhor nome que Lonely Hearts Club?) onde ela é a fundadora, líder e, inicialmente, única integrante.

O clube dos corações solitários nasce com uma reunião entre amigas num sábado a noite, regada a guloseimas e refrigerante. Mas tão logo começa a ganhar força e popularidade na escola, mais garotas adeptas ao novo estilo de vida de Penny Lane surgem. O que começou como um clube inofensivo passa a se tornar um estorvo de grandes proporções para os garotos e até diretor da escola. Além disso, um certo ex namorado de uma de suas amigas está demonstrando um certo interesse a mais nela. Mas não namorar é a primeira regra do clube e ir contra ela é ir contra seus princípios e ir a favor é ir contra seu coração. Oh, no, what will Penny Lane do?

Elizabeth Eulberg criou uma estória divertida, bem escrita e gostosa de ler. As referências acrescentam pontinhos a mais, também. A diagramação desse livro é original, bem acabada e incrivelmente doce. A capa é belíssima, os desenhinhos de coração, guitarra e flores entre as páginas são um charme. A tradução foi bem feita e tudo o mais. Resumindo: a Intrínseca fez um ótimo trabalho nesse livro, assim como a autora, que construiu uma estória bem elaborada e relativamente original. Então, qual foi o meu “problema” com  Lonely Hearts Club? Grandes expectativas.

É, eu sei, vocês devem estar pensando, “mas você deu quatro estrelas, isso não é bom?” Sim! Isso é bom, mas só porque o livro é bom. Realmente bom, de fácil leitura, mas devido às inúmeras resenhas extremamente positivas que li, pensei que Lonely Hearts Club entraria para a lista dos meus livros favoritos. E não entrou. O motivo principal foi o relacionamento de Ryan e Penny. Tudo bem, ele é um fofo e a Penny é meio insegura e eles são ótimos juntos, mas eu não senti AQUILO, sabe? Não me apaixonei pelo casal. Não me apaixonei por Ryan, gente. Eu sempre me apaixono por protagonistas gracinhas! (Olá, Étienne, Poe e Peeta)

Fora o meu (por favor, não se deixem levar pela minha opinião) não amor eterno por Ryan e Penny, é uma leitura deliciosa daquelas que fazem perder a noção de quantas páginas já passaram desde que você abriu o livro. Imensuravelmente fofo.