To the stars through adversity

Título: Amy and Roger’s Epic Detour

Autor(a): Morgan Matson
Editora: Simon and Schuster
Número de páginas: 343
Livro lido em inglês.


O ano de Amy começou ruim e agora ela tem que se mudar para Connecticut, abandonar seu lar na California e cair na estrada com um garoto que ela mal conhece. Para Roger, a viagem não é mais atrativa; estando na faculdade, a ideia de diversão dele não é exatamente dirigir por quatro dias com uma garota do ensino médio. Para completar, desde que seu pai morreu, Amy não consegue dirigir – ou estabelecer uma conversa socialmente aceitável com outro ser humano, para ser mais exata -, então ela não é a melhor das companhias para uma Road trip, mesmo que seu companheiro de viagem acabe sendo um garoto divertido e extremamente bonitinho.

Esse livro é um pacote completo! Ele tem muita diversão, personagens com problemas reais e bem trabalhados (emoções que não são só palavras que o autor usou e sim, sentimentos nos quais acreditamos), romance na medida certa (daqueles que nós vamos conhecendo os protagonistas e acompanhando a relação crescer, tornando tudo palpável e diferente de amores à primeira vista à La Sparks), uma Road trip maravilhosa que nós faz morrer de inveja e vontade de conhecer todos aqueles lugares incríveis, citações e trechos de musica que tem total relação com cada capitulo e uma diagramação dinâmica que faz o livro parecer um scrapbook, com fotos e tickets de estadia em hotéis, por exemplo. A musica é algo muito presente em Amy and Rogers Epic Detour! As playlists variam de acordo com o humor e estado, de Roger e Amy.

A Road trip é quase como um terceiro personagem, dentro do carro. Tudo que Amy descreve é muito fácil de ser imaginado, visualizado... Os lugares que ela visita parecem ser incríveis e cada um toca eles de maneira diferente, fazendo esses lugares nos tocarem também! E cada vez que ela passa por um local, no final de cada capitulo, tem uma lista com o nome do estado, o lema do estado (To the stars though adversity é o lema do Kansas e eu adorei!), o tamanho, fatos sobre e notas (coisas que a Amy percebeu, comentários que o Roger fez).

Esse também não é um daqueles livros onde os protagonistas são, praticamente, os únicos personages do livro. Por cada local que eles passam, existe alguém que é importante pro curso da estória, mesmo que seja só por um breve diálogo! Os personagens secundários são tão bem trabalhados e cativantes, quanto Amy e Roger. Dá até saudade de alguns, quando temos que seguir em frente.

O livro fala sobre o amadurecimento, sobre as incertezas (desde sobre onde eles irão passar a noite, até o que aquela viagem toda significa); sobre como um acontecimento pequeno e não programado pode resultar em algo magnífico!  E sobre como a vida é um conjunto de infinitas possibilidades e que não podemos controlar tudo, está tudo bem.

O final não deixa nada a desejar. Pensei que fosse algo bem previsível, algo que imaginei que aconteceria e de certa forma, é, mas escrito de uma maneira bem gostosa e satisfatória. Também não é um livro utópico, onde tudo se resolve no final; na verdade, mostra que tudo vai se resolver no final, mas não no final do livro (deu para entender? Como se a estória de Amy e Roger e suas vidas continuassem, após a ultima página). Claro que recomendo!


 

Papelaria coreana: nom nom nom


Desde pequenininha, o momento mais feliz no meu Volta às aulas era a hora de comprar material novo. Eu adorava como a gente podia se reinventar nos cadernos, agendinhas e blocos de anotação, numa eterna disputa inocente não declarada do “olha como eu sou fofa e tenho coisas legais”. Passava horas nas poucas papelarias da minha cidade tentando escolher materiais originais e do jeitinho que eu queria, e sempre acabava um pouco frustrada por não encontrar tudo que tinha na minha wishlit. Eis que sou pré-universitária (dizer que faço cursinho soa tão uncool) e continuo na eterna disputa inocente não declarada do “olha como eu sou fofa e tenho coisas legais”!

A Cute Paper é uma loja que vende produtos, geralmente, por encomenda. Logo, a maioria demora um tempo pra chegar (foi lá que fiz minha compra e fiz o pedido no final de Março e chegou faz um 5 dias! Ou seja: quase dois meses.) mas acho que é tanta coisa bonitinha que vale a pena esperar! Demora esse tempo todo porque os produtos são importados e a loja é simplesmente uma revendedora. Você pode comprar pelo eBay, obviamente, mas tem aquele perigo de ficar preso na Alfandega e você acabar pagando um absurdo! (Fora que eu sou toda desconfiada e sempre fico com medo de ser caloteada. Mas se realizar compras pelo eBay é algo que você faz numa boa, é valido ressaltar que lá é mais barato.)

O planner é realmente ótimo para quem tem a memória meio falha e acaba esquecendo consultas (Sim, no plural, duas só esse mês. Pode isso, produção?) e compromissos em geral. O único receio que eu tinha era que não ia saber o que colocar lá ou colocaria coisas meio... Bobas. Como o espaço é bem pequeninho, não dá pra preencher com nada que não essencial e direto; “Consulta no dentista na quarta-feira, às 16h”, ou “Não esquecer de escrever tal resenha”. Daí coloco um adesivo de não esquecer ou algo bonitinho e pronto! Minha vida social está na segurança das páginas decoradas de um caderno mega fresco e que eu adoro. 

Adesivos (com fundo transparente tudibão). Tá aí algo que eu me arrependo de não ter comprado mais. Isso porque comprei TRÊS cartelas, com 5 ou 6 folhas, cada. 18 folhas de adesivo parece muito pouco pra preencher o que eu queria (colo eles em uma agenda que faço de Journal, também. Vide primeira foto)! É tudo tão lindo e ilustra a expressões faciais ou atos que dá vontade de colar um a cada parágrafo! É realmente muito bonitinho. :)

O resto é tudo igualmente NOM NOM NOM NOM e me senti com 13 anos, de novo. Foi bom.

Duas canções sobre o amor, ah, o amor...

Meu gosto musical está intrinsecamente ligado a meu estado de espírito. Também reflete no que eu estou fazendo no momento; por exemplo, se for arrumar meu quarto (yeah, right) escolho uma playlist essencialmente de rock clássico; se estiver dando uma de garota craft, escolho as musicas mais bonitinhas e alegrinhas, como Regina Spektor e Kate Nash; quando vou malhar escolho as baladinhas à La Jovem Pan. Já quando estou fazendo nada no mundo das internets, procuro vou procurando o que estiver na timeline e atualização de alguém, dando prioridade pro pop e folk.

Foi numa dessas tardes nas internets que eu conheci a Clarice Falcão, que é atriz, roteirista brasileira e cantora, sendo este ultimo o único contato com trabalho dela que tive, até agora. A primeira vez que ouvi a voz dela, fiquei instantaneamente encantada! É a coisa mais doce do mundo e o acompanhamento do violão torna tudo tão gostoso de escutar...

Não sou fã de muitas bandas brasileiras. As que eu gosto geralmente seguem essa linha da Clarice, voz e violão que embala. (Claro que gosto de Los Hermanos, Legião, Cazuza e mais recentes como Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, O teatro mágico. Todos lindos e talentosos, nom nom nom). Gosto especialmente daquelas musicas que contam historias, que narram acontecimentos da forma mais harmoniosa possível, relatando com maestria uma historia digna de livro, em sua essência.

Enfim, sobre a Clarice.

A primeira música que ouvi foi Uma canção sobre o amor, ah o amor... (que eu nem ia incorporar o vídeo ao post, mas não me contive! Acho as duas tão meigas que merecem ser escutadas) e por estar vinculada ao canal Parafernalha, achei que fosse algo mais humorístico, satirizando o amor. Estava enganada e feliz com a descoberta! A música é extremamente divertida e bonitinha.



Mas não é essa que eu vim indicar nesse post. (apesar de já ter indicado e incorporado porque, é muito fofa) A musica que não sai da minha cabeça desde semana passada é Fred Aistere e vocês podem conferir assistindo o vídeo abaixo! :)



Sobre mudanças não tão sutis


Tô trabalhando nisso, Gosling. Fique ligadinho. 

Ó, só: tenho que ser sincera com vocês. Por mais que eu adore livros, me sinta super bem indicando uma boa leitura, seja apaixonada pelo universo literário, existe outro universo enorme pelo qual eu me interesso e gostaria de falar. O Mulher gosta de falar começou como um blog literário e por mais que eu, de vez em quando, implantasse outros assuntos nas postagens, nunca foi algo muito escancarado – geralmente tinha certa relação com o quesito blog literário. Bom, escrever sobre livros não está mais me fazendo feliz quanto antigamente.

Sei lá, essa limitação, esse medo que eu tinha de postar sobre algo diferente, algo pelo qual os leitores não acessavam o blog, sempre me impedia de tomar essa decisão. Eu quero escrever sobre o que eu quero escrever. E se eu quiser contar como foi meu dia das mães, como o meu vizinho escutando Michel Teló em plenas duas horas da tarde de uma terça feira me dá pensamentos suicidas/homicidas ou algo do tipo, não quero me sentir retraída. Não quero hesitar. Quero escrever, independente de ter a ver com o tema do blog, ou não.
Claro que entendo se alguns de vocês pararem de visitar o blog; afinal, um blog pessoal pode não ser do seu interesse. Independente disso, acho que eu devia aceitar que as minhas vontades mudam e que o blog é um passatempo e que ler tantos livros e falar sobre eles tinha ficado menos divertido, do que quando eu não precisava fazer – só para atualizar, digo -. Aliás, aqui está outra coisa que acho que é melhor deixar claro: não consigo postar todo dia ou até, um dia sim, dia não – ainda que eu tente e as vezes consiga, fuck yeah – porque preciso passar no vestibular e não dá mais pra brincar.
De qualquer jeito, acho que essas mudanças são para melhor! Ainda vão me ver postando resenhas – não acho que conseguirei abandonar isso - e muitas outras coisas e além do mais, estarei uma Luana muito mais descontraída. (Viram? Uma infinidade de coisas bacanas e plus uma Luana mais divertida. Awesome, né Não? Ok)
Então, depois de muito pensar, essa é a minha decisão. Manter o Mulher gosta de falar como blog pessoal (escreverei sobre uma porrada de coisa que me interessa e claro, livros fazem parte dessa lista, então...) e não literário. E um obrigada antecipado, bonitinhos! :)

Sobre a falsa bibliofilia e bibliomaníacos


Encontrei um tumblr muito legal dias atrás - daqueles que reúnem diversas imagens, ilustrações, quotes e animações, sobre livros – e apressada com algum compromisso, saí, fechando todas as abas do navegador sem lembrar de salvar o endereço ou ao menos memorizar o nome. Nos dias seguintes verifiquei o histórico, mas como tinha visitado inúmeros sites de livros minutos antes que aquele, acabei desistindo e procurando no Google. O termo “bibliophilia” me veio instantaneamente à memória e tão logo encontrei o Tumblr que procurava, encontrei um artigo em inglês, muito curioso, intitulado “fake bibliophilia”

Mas estou indo rápido demais.

Deixem primeiro explicar o que é bibliofilia, este substantivo tão bonitinho e que carrega um significado que muitos de vocês conhecem e se identificam: um bibliófilo é, simplesmente, o individuo que lê com frequência, que tem um amor especial pelos livros. (grego: biblion - livro e philia – amor). Não deve ser confundido, porém, com bibliomania, que consiste no ato de comprar livros, sem necessariamente lê-los. (Aposto que muito de vocês se identificaram também.) Dessa maneira, um individuo pode ser um bibliófilo sem possuir nenhum livro e um individuo pode ser bibliomaníaco sem ter lido livro algum.

Voltemos ao artigo. 

O autor deste usa como subtítulo uma frase que sintetiza exatamente o que ele pretende dizer, ao longo do texto: Nossa tendência irritante de fetichizar o livro físico é, na verdade, uma desculpa para não ler. No artigo, ele critica a celebração de livros em seu aspecto mais estético, como mais um sucesso viral e o sentimentalismo compartilhado da idéia de ler um livro – que ele chama de “booksing” - que vem sendo propagado pelo Facebook, Twitter e etc., não a experiência de leitura, em si. Alega que o que o incentiva a ler é o apelo especifico de alguns livros e não a idéia de que eles dançarão ao seu redor como vagalumes esperançosos (ninguém faz isso, btw). Diz ainda que se o ato de ler está, de fato, morrendo, então “booksing” é o ultimo sinal de seu pulso falhando e termina alegando que se parássemos de celebrar a leitura, porém, teríamos menos uma distração.

Por mais que eu tenha achado o texto bem articulado, entendido o ponto de vista do autor, conseguido analisar e refletir sobre o assunto abordado, não vejo a celebração da leitura como o apocalipse zumbi. Não vejo nem mesmo como uma coisa ruim – para aqueles que compartilham fotos de livros e afins como se fossem a cura do câncer e se consideram melhor do que outras pessoas por ter uma estante em casa, rola um desgosto pessoal -. Óbvio que existem pessoas que compram livros e os põe na prateleira sem grande esforço numa tentativa de ter a tão esperada estante preenchida, mas acredito que a grande absurda maioria que celebra a leitura, de fato, leia. Qual o objetivo de consagrar a leitura e seus prazeres se você não liga para os livros?

Acredito que a principal intenção dos criadores de ilustrações, das pessoas que fotografam estantes cheias de livros ou pessoas lendo, páginas com citações seja compartilhar uma paixão. Isso mostra como livros podem ser obras de artes mesmo quando fora de sua real função – ser lido -, quando em fotos, curtas ou em ilustrações. Como um livro é uma rede infindável de idéias, de possibilidades. E a leitura, sendo um dos pilares que ajudam a criança na construção do adulto da década seguinte, não deveria ser incentivada, independente do meio de propagação, seja por ilustrações, animações e etc?


O que vocês acham, leitores lindos do MGF? Comentem sua opinião que eu vou adorar ler!

Promoção: Delírio, Lauren Oliver

Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

Informações
  • Ter endereço de entrega no Brasil.
  • Comentar nesse post para validar a participação.
  • Para se inscrever basta inserir suas entradas no formulário Rafflecopter abaixo.
  • O resultado será anunciado neste post após o dia 23 de maio de 2012.
  • O ganhador deverá responder o e-mail em até 48 horas após a divulgação do resultado.