Precisamos falar sobre o Kevin - Lionel Shriver

Título: Precisamos falar sobre Kevin
Autor(a): Lionel Shriver
Editora: Intrínseca (cortesia)
Numero de páginas: 463
ISBN: 9788580571509

Considerações iniciais: Aos que não gostam de resenhas longas – porque pessoas que se consideram ávidos leitores e não se dão trabalho de ler mais que trinta linhas numa resenha -, digo: sinto muito. Impossível sintetizar em 4 ou 5 parágrafos um livro de caráter tão profundo. Fazia tempo que eu não me via nessa situação de apreciar tanto uma obra que escrever sua resenha se tornasse uma tarefa árdua e deliciosa. Sinto vontade de explorar todas as facetas do livro, mas sei que isso seria impossível. Isso é mérito somente da Shriver.

Me sinto obrigada a começar a resenha dizendo que o tema abordado nesse livro é do meu grande interesse. Sempre tive um fascínio a mais pelos menos afortunados, pelo cunho obscuro, pelas mentes perturbadas e doentias, pelos finais não tão felizes. Não acredito na vertente que diz que usa a leitura primordialmente para fugir do mundo caótico em que vivemos e que, por exemplo, ler sobre uma chacina escolar nos subúrbios me fizesse perder a esperança e afundar no terror. Sinto como se nós não falássemos sobre garotos como Kevin, as coisas desandariam ainda mais.

A estória é basicamente a seguinte: Kevin Klatchadourian, aos quinze anos realizou uma verdadeira chacina no ginásio de sua escola ao assassinar sete colegas de classe, uma professora e o garoto da cantina. Condenado à meros sete anos, por ter cometido o crime três dias antes de seu aniversário de dezesseis - idade na qual seria julgado como maior -, Lionel Shriver conduz um enredo que parece dizer duas coisas, inicialmente: Eva é uma mulher frívola e Kevin é um sociopata genial. Mas na verdade é a sinceridade intimadora do relacionamento de mãe e filho com naturezas tão antagônicas.

O sociopata é um individuo que sente desprezo pelas obrigações sociais, nenhuma consideração ou empatia pelos sentimentos alheios, não sentem remorso ou culpa e costumam ser exímios artistas quando tem de disfarçar sua índole maldosa. Levando em conta essa descrição, Kevin é o retrato mais fiel da sociopatia. Desde seu nascimento somos invadidos com sentimentos de repudio e atração; o retrato de uma mãe que esperava ser bombardeada com um amor sem limites pelo pequeno feto que carregava por 9 meses, tem sua expectativa reduzida a cinzas.

A estrutura do livro é uma narração através de cartas escritas por Eva Klachtadourian – mãe de Kevin-, ao pai, Franklin. Ao contrário do que tem feito nos últimos 16 anos, ela está pronta para expulsar os demônios que a encurralaram por tanto tempo e contar as pequenas historias que viviam entulhadas em sua cabeça a cerca de dois principais fatos: a maternidade e Kevin. Mas ela está pronta, também, para aceitar sua parcela de culpa e compreender suas falhas e deixar uma grande interrogação, no inicio do livro, sobre os motivos que levaram o garoto de quinze anos assassinar aquelas pessoas: Kevin era dono de uma impetuosidade inata ou seria culpa da aspereza materna de Eva?

A cada carta ela narra sua estória e consequentemente, a de toda a família. Relata o mundo cruel e desolado - sendo mãe de um assasino - em que vive hoje, depois de gastar fortunas com processos e advogados e volta no tempo para narrar as angustias e dilemas de um casamento bem sucedido demais; uma gravidez desejada pelos motivos errados e uma maternidade mordaz. O livro segue uma ordem cronológica que vai do casamento, nascimento de Kevin, sua infância e adolescência até chegar ao âmago da estória: as ultimas 50 páginas onde ela relata a chacina e a duvida pungente: por quê? E depois narra um dos finais mais surpreendentes que já li.

Ambos os personagens são relatados nas cartas que contém cunho de uma realidade brutal que chega a ser repugnante. Eva tratava o garoto que ainda estava em fraudas como uma criatura perversa e monstruosa que tinha como único divertimento e satisfação, sua infelicidade. Ela se mostra  por diversas vezes, egoísta e fria. Kevin por sua vez, parece fazer tudo que sua mãe imaginaria que fizesse. As travessuras eram “pequenas” e passavam despercebidas pelos olhos do pai extremamente orgulhoso, já que Kevin usava sua inteligência para encobrir os atos abomináveis. 

Não consigo achar outra palavra para descrever o trabalho de Lionel Shriver ao escrever sobre um assunto que a sociedade tenta fervorosamente encobrir, mas que é fruto desta, que brilhante. Sem dúvidas uma obra prima. As páginas sempre recheadas de informações e relatos fascinantes me deixaram acordada por noites e perduraram na minha memória muito depois de finalizar a leitura. Não gosto de estabelecer faixa etária, mas creio que Precisamos falar sobre Kevin exija uma maturidade que eu, uns dois/três anos atrás, não tinha. Apesar da leitura não ser difícil ou enfadonha, havia palavras mais rebuscadas que eu não conhecia, então, não seria o mais recomendado para quem está dando seus primeiros passos no mundo da literatura. 

Sei que alguns de vocês – que tem maturidade necessária para a leitura e que está familiarizado com a literatura -, irão dizer: “parece interessante, mas não é muito meu estilo de leitura” e eu peço que saiam um pouco da zona de conforto, confrontem algo mais profundo que uma literatura YA leve que estão acostumados. Deem a uma chance à Lionel Shriver! Garanto que se derem o braço a torcer, irão se dar conta do porque precisamos falar sobre Kevin.

Classificação:
 
5 de 5 (Ótimo) - Favorito

24 comentários:

Aione Simões disse... [Responder comentário]

Lu, antes de tudo, devo dizer que nunca me incomodo em ler uma grande resenha quando ela é fluida e de boa qualidade como essa sua! Aliás, de um modo geral, gosto muito da maneira que você escreve!
Há tempo quero ler esse livro, bem antes de sair o filme, porque acho a premissa dele interessantíssima, eu também me interesso sobre assuntos desse tipo!
Acho que é ótimo sairmos da nossa zona de conforto de vez em quando, porque é isso que nos faz refletir e abrir a mente.
Enfim, apesar de não ter lido ainda, eu também acho que deva ter uma certa maturidade para ler o livro, mas não simplesmente pelas palavras usadas, e sim pelo próprio conteúdo. Acho que é uma temática forte e que necessita de uma certa maturidade para ser recebida.
Enfim, adorei a resenha, estava curiosa pra lê-la desde que você falou do livro no twitter!
Beijão!

NATY disse... [Responder comentário]

Eu PRECISO desse livro o mais rápido possível.

Apesar de não nutrir o mesmo sentimento que você em relação aos 'menos afortunados' como você citou, tenho interesse em ler o livro e agora depois de ler a sua resenha tive minha vontade dobrada.

A maneira como você fala sobre o livro faz parecer que é aquele tipo de livro que TODO MUNDO tem de ler, sabe?

O fato de o livro ser narrado por cartas me deixou com um pé atrás de início, mas como você não fez critíca qaunto á isso, imagino que não seja algo que atrapalhe.

Quando falam de finais supreendentes fico super curiosa em relação ao livro e aqui não foi diferente. Eu espero realmente que eu possa comprar esse livro o mais rápido possível. Parabéns pela resenha, ficou maravilhosa!

Bjão;*
Naty.

Samira, disse... [Responder comentário]

OMG Lu! Depois dessa sua resenha, muito grande, mas incrível eu fiquei com muita vontade de começar a ler o livro agora e deixar minha leitura atual pra depois. Concordo com você na parte de que é preciso sim falar sobre esses assuntos ao invés de tentar encobri-los como a maioria das pessoas faz. Adoro esse tipo de história também, e sempre procuro ler livros que abordem o tema. Parabéns pela resenha, ficou muito boa!
Bjs,

Samira
thebookofmydreams.blogspot.com

Gabriela Morgante disse... [Responder comentário]

Uma resenha bem escrita, como há tempos eu não lia.
Me interessei por esse livro mas sempre fiquei com um pé atrás, ultimamente estou fugindo de narrativas longas e cansativas.
Mas posso dizer que realmente tua resenha me convenceu, e assim que eu tiver mais tempo darei uma oportunidade para Precisamos falar sobre Kevin.
Concordo muito com o que você disse sobre "sair da zona de conforto", ler um livro mais complexo não faz mal a ninguém.

Beijos,

Gabriela Morgante
Mundo Platônico
http://gabiiem.blogspot.com/

Bárbara Murat disse... [Responder comentário]

Quando a resenha é sua pode ser enorme. Adoro o jeito que você escreve ;)
Fiquei surpresa ao ver do que se trata o livro! Eu já havia visto uma resenha desse livro, faz tempinho e quem escreveu, só disse que Kevin era um garoto problemático. Não que ele tinha praticado uma chacina!
Também gosto de ler sobre o assunto. Sua resenha aumentou minha vontade de ler o livro de 10% pra 80%, no mínimo!

Beijão.

Priscilla Duhau disse... [Responder comentário]

Preciso te dizer que essa foi uma das melhores resenhas de todos os tempos que já li em toda a blogosfera. Parabéns por isso! Você escreve muito bem e tem o dom de prender o leitor, devido à qualidade de sua escrita.

Concordo plenamente quando disse que o mundo precisa ler mais esse tipo de livro e não nos afundarmos somente em YAs, como anda acontecendo ultimamente com nossos novos leitores. Assim como você, também sou uma apaixonada por esse tipo de leitura obscura, lúgubre... Em ir descobrindo aos poucos o que se passa na cabeça de um sociopata, por exemplo. É realmente fascinante!

Eu já estava querendo ler esse livro há muito tempo. Porém, sua resenha serviu para fomentar ainda mais essa minha vontade.
Precisamos dar chance sim a esse tipo de leitura e sair sempre do mesmo, do corriqueiro, daquele tipo de leitura que, querendo ou não, não nos engrandece em nada.
Enfim, mais uma vez, parabenizo-te pela excelente resenha. Realmente maravilhosa!

Beijos
Priscilla Duhau
Livrificando

Flávia Pachêco disse... [Responder comentário]

Oláa Lu!

Eu gosto de ler resenhas grandes, principalmente quando são tão bem escritas como a sua.
Quando vi você falando sobre o livro na caixinha de correio achei que era algo bem mais leve, não tinha reparado muito na capa, nem me tocado com o título e muito menos lido a sinopse; preferi esperar pela sua resenha, e me surpreendi.
Realmente, ás vezes é bom sair da zona de conforto e dar chance para essas obras. Comecei a ler "Tony & Susan", um livro que também é da Intrínseca e que também é bem mais intenso e pesado do que os que estou acostumada a ler. Por tudo o que você falou na resenha acho que eles são bem parecidos, não pelos temas abordados, mas pela profundidade deles. Por não estar acostumada a este tipo de leitura, estou lendo bem devagar; ás vezes paro um pouco para absorver tudo o que li, leio um outro livro mais leve para descontrair, e logo retomo a leitura.
Confesso que tinha pensado em desistir e abandonar Tony & Susan, talvez por não estar realmente preparada para leituras mais densas; mas agora que li a sua resenha me senti, de certa forma, encorajada a continuar a minha leitura. Quando eu terminar Austin Wright, provavelmente darei uma chance á Lionel Shriver.
Parabéns pela resenha Luana, ela ficou realmente maravilhosa, e tenho certeza que conseguirá persuadir muitos leitores assim como persuadiu a mim.

Beijos,
@flafsbp
{ http://17ezesseteinvernos.blogspot.com/ }

Bih Lima disse... [Responder comentário]

Eu não tenho bem uma zona de conforto, mas admito que amo um bom YA.
Esse é o tipo de livro psicológico que eu adoro!
E quanto a resenhas grandes, acho isso muito relativo, só acho grande demais quando me deparo com parágrafos repetindo o que já lemos no anterior... E a sua não é assim! E se é para demonstrar seu amor pelo livro não se deve medir palavras.
Quando alguém tiver o bom coração de perguntar se eu quero algum livro (como se isso fosse acontecer...) já sei qual pedir...
Beijosss
Bianca,
Book Mania
Http://bookmaniablog.blogspot.com/

Andy A. disse... [Responder comentário]

Estou feliz hoje por ter encontrado um post sobre este livro ... não o lú mas sei que é maravilhoso pois ofilme que em minha opinião foi muito melhor do que qualquer outro do Oscar .. tenso , perturbador , aquela criança quando pequena dá nos nervos rsrsrsrs e Tilda que não foi indicada !!!! acredito q no dia q sairam as indicações meu humor foi por água abaixo depois que soube que Tilda não tinha sido indicada ???

Daiana Monteiro disse... [Responder comentário]

Hey! =]
Confesso que detesto ler enormes resenhas. Mas a sua me chamou atenção desde o princípio, até porque é a segunda resenha que eu leio, e até agora, a melhor. Eu preciso urgentemente desse livro, preciso descobrir o porque que precisamos falar sobre Kevin. Beijos.
http://i-dads.blogspot.com/

Eduarda Menezes disse... [Responder comentário]

Lu, você arrasou! =D
Me arrepiei pois tinha certeza de que esse livro realmente seria espetacular! Eu o comprei essa semana e estou com as expectativas nas alturas, imagina depois que li essa resenha maravilhosa - foi um dinheiro muito bem gasto! Adoro esse tipo de leitura mais obscura, sempre gostei de ler sobre assassinos e as suas mentes distorcidas, então assim que vi sobre o que esse livro se tratava, e principalmente, a maneira que ele abordava esse assunto, me interessei no mesmo segundo! Realmente é uma leitura mais pesada, que talvez uma pessoa mais nova não consiga absorver por completo, nem deva, mas concordo muitíssimos que para os que já são um pouco mais maduros, essa é uma leitura que deve ser feita por todos, independente de gostarem ou não do tema, pois é um assunto de suma importância e deveras preocupante presente na nossa realidade! Nunca imaginamos que algo do tipo possa acontecer conosco, mas sou daquelas que pensa que quanto mais informações possamos descobrir a respeito da natureza humana e todas as suas tortuosidades, melhor! Fora que o livro ainda solta a polêmica questão de até que ponto a sociedade é em parte culpada pelas ações que desencadearam tão tráfico desfecho? Enfim, preciso ler esse livro LOGO!
Parabéns pela resenha maravilhosa, Lu querida! ^^ Você é 10 mesmo!

Beijinhos!

Kamila Raupp disse... [Responder comentário]

Oi Lu!
Que resenha fantástica, me convenceu mesmo a ler esse livro. Se não me engano, tem um filme desse livro certo? Saiu ou está no cinema #hm, bom não sei certo...
O livro (e sua resenha, claro!) me despertaram interesse, gosto de ler coisas que sejam mais "reais" assim. Que seja algo bem forte que pode acontecer com nós.
Gostei mesmo da indicação, irei tentar lê-lo!

Beijos, Kamila
http://vicio-de-leitura.blogspot.com/

Amanda Chieregatti disse... [Responder comentário]

Menina, você é muito boa!
Esse livro é uma das minhas próximas leituras e, após sua resenha, minhas expectativas estão ainda maiores do que antes.
Faz um tempinho que quero ler esse livro, mas somente agora terei a oportunidade.
Gosto mais da capa original do livro, acredito que ela é mais "exata", se é que posso dizer isso.

Amei sua resenha!

Beijos
Mandinha
/minhasconfissoesfemininas.blogspot.com/

Karine Marinho disse... [Responder comentário]

Nuuuuunca rinha lido uma resenha desse livro por que nada na história me atraia, mas depois de ler a sua resenha e conhecer um pouco da história fico mais que desejando ler essa história.
Beijos,K.
Girl Spoiled

Effy disse... [Responder comentário]

Primeiramente parabéns pela resenha! Eu ainda não havia lido nenhuma resenha sobre ele. Eu achei que falava sobre comportamento, sim, mas de uma criança rs e não de um sociopata killer. Não vemos assuntos abordados no Brasil sobre o tema, porém uma vez ou outra isso acontece e o que fazemos, abafamos, como você mesma disse. Acho que dá pra entender sobre Repúdio e Atração pelo Kevin, pois a mentalidade é genial, pena que pra atos como este. A leitura acho que nos faz refletir sobre diversos assuntos, inclusive sobre a relação mãe e filho.

Se a oportunidade surgir com certeza agarrarei a oportunidade.É bom espairecer os aires literários rs

Bom Domingo!
Beijos :D

Thaís Varine disse... [Responder comentário]

A capa de início não me chamou a atenção, mas quando li a sinopse senti que eu deveria ler o livro. Pela sua descrição da obra, a trama parece ser genial e merecedora de tantos elogios. Acho que a coisa que me faz mais querer ler um livro é uma crítica feita de coração e cheia de entusiasmo como a sua. Se eu não colocasse a obra na minha lista de desejados estaria não levando nada em conta do que você disse e por isso mesmo eu já escrevi na minha lista de desejados para o aniversário (que está chegando! eba \o/) e quem sabe alguém me dá... kkk Se não me derem eu irei comprar. ;D

Beijos
http://osbastidoresdoamor.blogspot.com/

Nuvem de Letras disse... [Responder comentário]

Oi Luana, tudo bom? Espero que sim!!
Em primeiro lugar, parabéns por sua resenha!! Não me incomoda nem um pouquinho ler uma resenha um pouco maior do que as que estou acostumada, pois contém uma qualidade incrível. Amei.
Estou querendo muito esse livro — prefiro a capa antiga, sou louca para ter esse livro com a outra capa... Mas enfim...
A sinopse do livro passa uma ideia, e sua resenha a completou ainda mais... Eu não sabia totalmente como seria a leitura desse livro e essa é a primeira resenha de Precisamos falar sobre Kevin que leio. Achei muito muito bom o autor abordar um tema tão pouco abordado. Não vou assistir o filme 1º, quero ter o prazer de desfrutar da leitura antes, assim como você desfrutou.
Minhas expectativas estão altas!!
É um tipo (?) de livro que nunca li, mas tenho muito interesse

Beijos
Nuvem de Letras (Daisy)

Gislaine Alves disse... [Responder comentário]

Lu, eu quero esse livro desde que saiu no Twitter a data de lançamento, mas quem disse que eu consigo comprar?
Quero sair dessa "zona de conforto" largar um pouco o YA e ler algo diferente. Apesar de não gostar tanto desses livros mais darks, é um daqueles que está na minha lista de leitura, com certeza!


Ah, se quiser conhecer (e seguir) meu cantinho: jeito-inedito.blogspot.com
Um beijo,
Gislaine

Pabline disse... [Responder comentário]

Lu, sua resenha está magnífica *.*
Eu já estava com muita vontade de ler esse livro, agora depois de suas palavras, tenho que consegui-lo o mais rápido possível. Eu preciso dele.
Uau, um livro com certeza intenso e que parece nos levar a reflexão.
Tbm tenho muita vontade de assistir ao filme. Mas claro, só farei isso depois de me aventura na leitura da obra.
BJão.

EU QUERO ESSE LIVRO JÁ BUAAA

-Amigas Entre Livros-

alyne_siqueira disse... [Responder comentário]

No inicio, quando vi no catalogo da Intrinseca, não tinha me interessado muito. Mas pela sua resenha, parece ser ótimo (=
Alyne,
www.livrosedesejos.blogspot.com

Mara Valéria disse... [Responder comentário]

Adorei a sua resenha! Fiquei ainda mais tentada a a comprar o livro! E como uma boa fã de livros, vou primeiro lê-lo, e só depois procurar assistir o filme.

Danni disse... [Responder comentário]

A melhor resenha que eu já li de "Precisamos falar sobre o Kevin" é essa! Muito boa mesmo, Lua!
Eu ainda estou na página 110 mas to gostando muito meesmo *-* E é como você disse, quem só lê YA e romance (não é o meu caso) deveria sair da zona de conforto e ler esse livro u.u

Beijos :*

Adriel Christian disse... [Responder comentário]

Para uma resenha como esta acho que os comentários deveriam ser gigantescos. Infelizmente muitas pessoas acham que comentar é uma obrigação do leitor (pode até ser, mas comentar besteiras ou dizer "amei a resenha" é um absurdo...

A respeito do livro, não conhecia a obra, acho que já tinha ouvido alguém falar no Twitter sobre o livro e fiquei curioso para saber do que se trata a história. Para minha surpresa vejo que quem ler, ou já leu, não vai se arrepender, pois a estória parece ser bem escrita, com um ótimo enredo.

Beijos!

Julie Neves disse... [Responder comentário]

Engraçado, toda resenha que li do livro me levou a pensar que os defeitos das pessoas estavam apena no Kevin, a sua foi a primeira que falou alguma coisa sobre os defeitos da mãe dele.
Tenho muita vontade de ler esse livro. Confesso que a capa anterior não me chamava muito a atenção, mas a "redivulgação" que ele tá recebendo levantou minha vontade de ler...

Xxx,
Julie Neves
www.booksjournal.org

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