Como um clássico inspira milhares

Um dos inúmeros significados da palavra “clássico”, que remete à literatura o caracteriza como uma obra ou autor que, pela originalidade, pureza de língua e forma perfeita, se tornou modelo digno de imitação. 

Ainda não li Orgulho e preconceito (leia a resenha no Perdida na estante), mas estou trabalhando nisso. Aliás, foi numa busca pela Saraiva/Submarino de um exemplar de preço acessível e bem acabado há alguns minutos, que me veio a inspiração deste post. 

Publicado pela primeira vez em 1813, terminado 20 anos antes, antes de a autora completar 21 anos. Jane Austen. 21 anos. Uma obra que resiste aos avanços tecnológicos, à sociedade preocupada demais com assuntos corriqueiros do dia a dia, à letargia de milhões de adolescentes quanto aos livros. E ainda sim, aos 21 anos, dois séculos atrás, Jane Austen imortalizou não só seu nome, como sua obra e sua capacidade de encantar. 

Infelizmente, por escolha minha, eu só posso imaginar quão fascinante deve ser a capacidade dessa mulher de conduzir o leitor ao mais puro deleite. E admirá-la por conquistar milhões de admiradores. Sempre tive interesse na obra, claro, mas passava dezenas de títulos antes dele, por falta de “paciência”. Eu tinha dezenas de provas para estudar, uma porrada de trabalhos para fazer, dramas e mais dramas e eu só queria me divertir, quando fosse parar e ler um livro. O que eu não percebi antes era: e quem disse que eu não posso me divertir com um clássico? Quem disse que um clássico não pode possuir uma linguagem fácil, mesmo que mais rebuscada? Talvez só precise de um pouquinho mais de atenção, de cuidado quanto à leitura.

Mas bem, estou perdendo o ponto.

O que pude constatar, também, é que a obra inspirou centenas de outros livros. Existe um numero imenso de livros cujas mocinhas são apaixonadas por Mr Darcy. Ou que dão finais alternativos à trama. Ou que constroem um enredo totalmente diferente, com os mesmos personagens. O Goodreads, por exemplo, está cheio deles. 

       
  Selecionei as capas mais bonitinhas e os titulos mais chamativos, para ilustrar o post.

Não posso dizer se são bons ou ruins, já que não os li. Alguns até possuem sinopses extremamente criativas, mas sabemos que isso nem sempre é o suficiente. Sinto-me tentada à ler alguns e outros acho uma perda de tempo. As resenhas e as notas dadas daqueles que já o leram só me confundem. Vão de extremos, enquanto a maioria da uma ou duas estrelas, existem pessoas dando cinco, sem dó. Comecei a me perguntar quantos eram realmente ruins e quantos eram só atormentados por amantes da obra original que não aceitavam estórias alternativas e quantos eram realmente bons e quantos só tinham um personagem charmoso e bem bolado (Mr Darcy)?

Para finalizar, pergunto aos fãs, admiradores e simpatizantes: incomoda alguém “mexer” nas obras de Jane Austen, dando reviravoltas diferentes e atos alternativos à trama original? Vocês tem um pouco de ciúme e não gostam de ver um autor vendendo simplesmente pela fama merecida da Austen? Ou não faz muita diferença? Acho que eu teria um pouco, se eu realmente gostasse do livro.

20 comentários:

Karine Marinho disse... [Responder comentário]

Adoreeeeei o post, e você ter citado Orgulho e Preconceito me animou mais ainda *---* Só li esse livro dela, mas isso vai mudar logo, logo :)
Posso dizer que eu sou uma ciumenta de carteirinha quando o assunto é Elizabeth e Mr. Darcy, para mim não tem problema uma história ser inspirada, ou que seja jogada para os dias atuais, mas agora você pegar e remexer com a vida de personagens que são meus xodós é pedir pra morrer. Por exemplo tem um seriado "Lost in Austen" que tooooooodo mundo ama e que eu odiei. Mesmo. Porque mudou tudo e eu simplesmente não consegui gostar. :/
Pode ser que tenha pessoas que gostam, mas eu particularmente prefiro que eles deixem como estão.

Beijos,K.
Girl Spoiled

Carolina Mello disse... [Responder comentário]

Eu estava falando sobre Classicos com a minha amiga ontem, por não entender por que as pessoas tem preconceito e acham que todos os clássicos são como aquele ruim que foram obrigados a ler na escola. Existem livros desse tipo com uma linguagem facílima, é o caso de Orgulho e Preconceito e de O Retrato de Dorian Gray. Algumas editoras até já fazem a modificação da línguagem original para uma mais fácil, que não 'canse' o leitor.

Quanto aos outros livros inspirados em Clássicos, eu não sei se leria. Tenho preconceito sim com livros do tipo "Jane Austen: a vampira" e "Orgulho e Preconceito e Zumbis" esses títulos soam ridículos...

Gostei do post, e você deve ler Orgulho e Preconceito. É um dos meus livros favoritos.

Aione Simões disse... [Responder comentário]

Adorei o post, Lu!
Eu amo a Jane Austen, admiro-a demais! Li três dos livros dela, inclusive Orgulho e Preconceito, e pretendo ler os outros dois assim que conseguir comprá-los!
Não ligo de pessoas que mexem na história. Acho algo bem ousado e, muitas vezes, original, tenho curiosidade de ler. Mas é bom que a pessoa tome o cuidado de não estragar o clássico hehe
Sobre os clássicos, acho que tudo depende. Existem bons e maus livros em qualquer gênero, aqueles que são chatos e os que são deliciosos de serem lidos. Depende do gosto de cada um, do momento da leitura, enfim! Acho que é uma questão de encontrar aquele que melhor se adéqua a você!
Mas tente ler Orgulho e Preconceito, vale a pena!
Beijão!

Eduarda Menezes disse... [Responder comentário]

Aii Mr. Darcy! O homem idealizado e amado por todas as mulheres da face da terra, sem exceção! Adorei o post, Lu! Realmente a Austen tinha um talento excepcional para contar histórias, ainda mais levando em consideração a sua pouca idade ao escrever um dos livros que séculos depois ainda seria conhecido como um dos maiores clássicos existentes, e que iria continuar encantando mulheres de diversas gerações - imagino que nem em seus sonhos mais otimistas, a Jane esperasse algo assim, penso que ninguém espera!
Eu acho que as inúmeras adaptações só comprovam o quanto O original é magnífico, então é meio que natural que tantas outras autoras sintam-se inspiradas na procura pelo seu Mr. Darcy. Pelo menos ao meu ver não me incomoda nenhum pouco, contanto que não fique denegrindo a imagem dos personagens. De certo modo até ajuda e chama a atenção de volta sempre ao original... pois algo que é tão comentado e falado, é porque realmente merece ser conferido, até mesmo por pessoas que à primeira vista nem se interessariam muito.

Beijos, querida!! =*

Thaís Varine disse... [Responder comentário]

Olha pelo mesmo motivo que você deixei Jane Austen para depois e fui levando isso até agora. Eu gostaria muito de ler. Não é preguiça nem nada, mas quando eu achar a obra com o preço mais acessível eu posso adquiri-la ;D


Beijos

Books Journal disse... [Responder comentário]

Eu me sinto um lixo por ainda não ter lido nenhum livro da Jane. Eu tava planejando dar de presente pro meu amigo Orgulho em Preconceito, daí eu pediria emprestado :D
Acredito que se eu fosse fã realmente, do jeito que eu sou chata, eu iria ficar irritada com essas história que "pegam carona" nos livros da Jane. Enfim, não sei, dependendo da história também...

Beijo,
Kaká - www.booksjournal.org

Jovens Leitoras disse... [Responder comentário]

Tenho curiosidade de ler alguns clássicos, mas sempre deixo pra depois. Talvez seja um tipo de "preconceito" pelos motivos que você citou, tipo a linguagem. Mas Orgulho e preconceito e um livro que eu tenho curiosidade. Quanto a se inspirar em clássicos, eu não tenho muito a dizer já que nunca li um livro que foi inspirado. Mas eu acho que é até legal e ousado, como a Aione disse.

Beijos, Bárbara.

Effy disse... [Responder comentário]

Oi Luana..

Primeiramente adorei o post..Pois é quem disse que não podemos nos divertir ao ler um clássico, tem um que eu gosto muito, Senhora - José de Alencar , enfim..nunca li nada da Jane Austen, mas tenho vontade de ler,quanto aos modificados, não tenho certeza se conta, mas acho que sim, tenho o Jane Austen A Vampira, sempre fui louca por ele, mas não deu pra ler. Já em relação de ser contra ou a favor, bom, não sou contra, pois digamos que eu ame uma obra dela, e leia uma outra adaptada, querendo ou não, não será a mesma coisa, mas se o novo livro for bom, acho que quem o escreveu será lembrado tbm,por fazer algo legal e por fazer "reviver" a memória dela, e não só como "aproveitou a fama" mas sim por ter conseguindo cativar ou pelo menos criar algo legal em cima de algo existente.. minha opinião é mais ou menos isso rs

:: posso te pedir um favor? participo de um concurso cultural, vota em mim? (Peça 5). Este é http://migre.me/6jysX mas tem q ser seguidor do blog para validar o voto ..talvez vc já até o siga..

Beijos, tenha uma ótima segunda!

Natalia Dantas disse... [Responder comentário]

Oi, Lu :)

Bem não posso citar muita coisa nesse comentário, já que nunca li nenhum livro da Jane, mais que como você fez uma pergunta no final do post.. E que tipo.. Fã que é Fã não vai querer que os livros de seu ou sua autora(o) seja copiado ou até mesmo detorcido, vamos dizer assim :)
As capas são lindas, principalmente a primeira *-*

beijos :*
Natalia.
http://musicaselivros.blogspot.com/

PamFardin disse... [Responder comentário]

Primeiramente, amo o Mr. Darcy KKKK' Acredito que livro desse tipo são legais e tudo mais, mas finais alternativos me deixam triste, pois nunca deixam a gente satisfeita, parece que o certo é do jeito que a Jane escreveu, não consigo imaginar Elizabeth longe de Darcy ^^

Beijos
aritmeticadasletras.blogspot.com

Caah Oliveira (Open Mind) disse... [Responder comentário]

Oi, tudo bem?

Não posso falar muito, pois também nunca li nenhum clássico, acredita? Pensando bem, li Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago, mas não sei muito bem se é classico.Sério! E me sinto péssima por isso, tenho vontade de ler Orgulho e Preconceito.

Beijos, Caah Oliveira!
http://openmindbook.blogspot.com/

Babi Lorentz disse... [Responder comentário]

Adorei o post!
Realmente, a gente pode prestar um pouquinho mais de atenção e conseguir ler um livro um pouquinho mais difícil e, oh! gostar!
Eu pedi o meu Orgulho e Preconceito pra Editora Martin Claret e devo receber na semana que vem.
Estou super animada para começar!
Beijão

Danzinha disse... [Responder comentário]

Eu sou hiper, Mega, Power, Super fã dessa mulher! Os livros dela são absolutamente fantásticos. Embora Razão e Sensibilidade não seja tão maravilhoso quanto orgulho e preconceito é com certeza muito bom, A Abadia de Northanger... Sem comentários. Amo todos os livros!

beijos

Amigas entre Livros

Milena disse... [Responder comentário]

Oi, Lu!
Olha a coincidência! Assisti ao filme "Orgulho e Preconceito" ontem! Já li o livro e confesso que sou apaixonada por ele! Jane Austen com certeza é uma das escritoras mais geniais do mundo! Ainda não li muitas obras dela, mas vontade é o que não me falta! Sobre as pessoas fazendo livros alternativos, na minha opinião, não gosto. Por isso, não os leio. Acredito que se uma pessoa é como eu, ela não vai procurar um livro alternativo, porque sabe que pode acabar não gostando nada nada do resultado. Mas isso varia de pessoa pra pessoa, né?! Sobre "pegar carona" no sucesso da autora, acredito que existam sim autores que se sujeitam a isso, quanto os que não se sujeitam. Podemos usar como exemplo os autores de várias fanfics que existem adoidadas na internet hoje em dia. Muitos criam a história apenas por criar, enquanto outros querem embarcar no sucesso de Jane.

Bom, é isso '-' hahaha. Parabéns pelo post, achei muito legal!
Beijos!

Julia G disse... [Responder comentário]

Ei Lu, não tenho como falar muito sobre isso pois não li a história original, assim como você.
Primeiro de tudo, tenho que elogiar pelo post. Buscar informações sobre aquilo que você não conhece é o primeiro passo para formar sua própria opinião. Assim como você, que não conhece o livro por suas impressões, não há como negar que Jane Austen só pode ter se consagrado por ter merecido com seu trabalho.

Beijos

Andressa Tomaz disse... [Responder comentário]

Oi Luana!
Não sou uma pessoa que leu muitos clássicos na vida (acho que nenhum na verdade), mas tenho muita vontade de conhecer. Não sei se começaria por Orgulho e Preconceito, já que não gostei tanto do filme. Mas realmente, a maioria deles tem livros inspirados nos mesmos. E quanto às opiniões, sou a favor da que só você mesma poderá dar sua nota ao livro. As pessoas realmente tem visões muito diferentes de uma mesma coisa e eu, pelo menos, gosto de ver por mim mesma o que vou achar.
Gostei do post!

Beijos!!

Ana Ferreira disse... [Responder comentário]

Luu,

Primeiramente, sou totalmente a favor da sua abordagem, porque "prego", sem rodeios ou inibições, o culto ao clássico. Não de uma forma chata, como se fossem os únicos livros que prestassem, mas como uma forma de conhecimento, como matriz, como a célula mater, assim digamos, de muitos dos livros sucessores, como você nos mostrou aqui com "Orgulho e Preconceito".

A respeito do livro da Jane Austen, um fato a assumir. Gosto mais do filme que do próprio livro, é... Creio que esse seja o único caso, de verdade, em que isso aconteça comigo, mas é que, apesar de cativante e muito delicado, senti falta de paixão, de intensidade. Sei que é quase um pecado dizer isso em tratando-se da prestigiadíssima Jane Austen, contudo, tendo em vista a época em que seus livros foram escritos e seu público-alvo, moças educadas para servir ao homem, já foi ousadia suficiente da autora escrever sobre uma mocinha que não aspirava ao casamento por convenções. Então é tudo extremamente correto, polido, sentimentos regidos pela educação e certa monotonia, se é que você me compreende. Mas sobre isso a gente conversa depois que você ler o livro hahaha

Um clássico que eu diria que até hoje faz a cabeça dos leitores e coordena livros contemporâneos é "Romeu e Julieta", o pai de todos os romances proibidos, fugas amorosas e um grande apelo passional.

Falei pra caramba, né? Mas enfim, o assunto é interessante e gostei de verdade da postagem!

Beijinhos,
Ana - Na Parede do Quarto

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