Título: O céu está em todo lugar
Autor(a): Jandy Nelson
Editora: Novo Conceito
Páginas: 423
Classificação: 5. (Ótimo)
Este é um livro de estreia vibrante, profundamente romântico e imperdível. Lennie Walker, de dezessete anos de idade, gasta seu tempo de forma segura e feliz às sombras de sua irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre abruptamente, Lennie é catapultada para o centro do palco de sua própria vida - e, apesar de sua inexistente história com os meninos, inesperadamente se encontra lutando para equilibrar dois. Toby era o namorado de Bailey, cujos sentimentos de tristeza Lennie também sente. Joe é o garoto novo da cidade, com um sorriso quase mágico. Um garoto a tira da tristeza, o outro se consola com ela. Mas os dois não podem colidir sem que o mundo de Lennie exploda...
Eu sei, eu sei: todo mundo já leu esse livro, todo mundo já resenhou esse livro e todo mundo já leu resenhas desse livro! Mas gente, eu não podia deixar um livro que gostei tanto, passar em branco – por isso peço que finjam que é a primeira vez que estão lendo sobre O céu está em todo lugar, valeu, amo vocês -.
Era semana de ENEM e eu, cansada de estudar, decidi ler só 10 páginas e voltar aos estudos. Okay, nem preciso dizer que quando vi, já estava quase na 100, não é mesmo? A leitura flui e cada capitulo termina de modo que você não aguenta não passar a página, fazendo a frase “só mais um capitulo” ser inválida.
Capa “dura” e diferente, letras azuis, fotos e ilustrações, tudo isso contribuiu para a melhor diagramação que já vi! O céu está em todo lugar é tão bonito, tão único que faz com que nos aproximamos da narradora, como se ela estivesse compartilhando os bilhetes e copos e outras coisas nas quais ela desabafa. E essa diagramação bem trabalhada poderia ser só um mecanismo de distrair o leitor de uma obra medíocre, mas não. O céu está em todo lugar não tem nada de medíocre.
Lennie e Bailey eram irmãs super próximas, que tem aquela conexão de sentimentos e pensamentos. Quando Bailey morre, Lennie se vê entrando num furacão de emoções tristes e nostálgicas, ela está sozinha. O furacão ganha proporções catastróficas quando ela passa a se aproximar de Toby, o ex namorado de sua irmã e percebe que começa sentimentos estão nascendo. Não ajuda o fato de que um novato mega bonitinho, Joe Fontaine entre na sua vida em busca do carinho de Lennie.
É o tipo de livro que mexe com tuas emoções. Daqueles que te faz rir alto ou sorrir de uma ação bonitinha. Daqueles que te fazem odiar uma personagem e depois entender todos os motivos dela e aceitar. Te faz apaixonar por Joe, mas ter uma ligação muito forte com Toby, assim como Lennie tinha.
Fiquei um pouco chocada e magoada com Lennie, por Bailey. Como ela pôde fazer aquilo com a irmã dela? Ela não era a pessoa mais importante da vida de Lennie? As respostas vão sendo respondidas ao longo do livro com sentimentos, reflexões tão vividos que conectam o leitor. O único ponto negativo do livro foi a morte de Bailey não ter sido muito explicada, fiquei confusa e curiosa durante toda a leitura, mas nada que comprometesse. Talvez eles escolheram não relatar porque, apesar do livro falar sobre uma temática triste, ele não se trata disso. É uma lição.
Consegue ser doce, triste, feliz, divertido e tocante ao mesmo tempo. Me deu vontade de ficar abraçando, quando terminei. Leitura obrigatória, sem duvidas. Leiam, leiam, leiam!